• WhatsApp: (98) 98414-1054
  • Rua Boa Esperança n° 24, Imperatriz-MA

Doutrina

ADORNOS & ÍDOLOS

É lastimável a situação de professos servos de Deus, contaminando-se com os gélidos e inanimados ídolos, representados pelos prazeres velados, secularismo, músicas disfarçadas de hinos, uso de maquiagens, uso de joias, ornamentos e deformação do vestuário, em detrimento do amor aos preceitos de Deus, mutilados pelos frutos da natureza pecaminosa, com evidente sinal de enfraquecimento da Igreja emitido pelo sombrio acolhimento da fétida apostasia, em flagrante contraste com a vida monástica e ascética dos Patrísticos que defenderam bravamente a fé da igreja dos primeiros séculos. Como atalaias nos muros de Sião, prontos para tocar a trombeta ao primeiro sinal de perigo, insta aos Ministros, Pastores e Dirigentes tomarem coragem e cumprir com o seu dever de "Clamar em alta voz, não te detenhas, levanta a tua voz como a trombeta e anuncia ao meu povo a sua transgressão, e à casa de Jacó os seus pecados" Isaías 58:1.

Este toque da trombeta tem um sonido certo, motivar a Igreja remanescente a levantar a ensanguentada bandeira de nosso Senhor Jesus Cristo, com amor, fé e obediência aos seus Mandamentos, Estatutos e Preceitos, cultivando a esperança de conservar os sinceros servos de Deus na defesa da fé, conforme o texto sagrado revelado pelo apostolo que disse: "Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos" Judas 1:3-3.

Com efeito, o joio cresce junto com o trigo, e por vezes ofuscam o brilho do trigo ao macular a sã doutrina cristã, quando deveriam se transformar em trigo para iluminar o mundo com os impolutos ensinos de Cristo, infelizmente, não são poucos os irmãos e irmãs que demonstram sentir vergonha dos preceitos que Deus estabeleceu como barreiras protetiva para salvaguardar a sua igreja dos ídolos e contaminação mundana. Vislumbra-se a necessidade da natureza divina de Cristo na vida desses irmãos, para nascerem de novo, amando a doutrina de Cristo e sentir o prazer em defende-la por palavras e testemunho como verdadeiro trigo do celeiro de Cristo. Voltai-vos para o Senhor, que ele vos acolherá, haja vista, que a separação de Deus é a própria morte em vida.

Portanto, vale lembrar, que o Dia do Senhor se aproxima e bate apressadamente a nossa porta, destarte, a santa Palavra de Deus mais uma vez exige da direção da Igreja: "Tocai a trombeta em Sião e dai voz de rebate no meu santo monte; perturbem-se todos os moradores da terra, porque o Dia do SENHOR vem, já está próximo; dia de escuridão e densas trevas, dia de nuvens e negridão!... " Joel 2:1-2. O grande dia de ajuste de contas do Senhor se aproxima e será terrível, negro para aqueles que desdenharam das lágrimas escorridas das páginas sagradas na vã tentativa de lavar os corações apodrecidos pela idolatria, com a finalidade de limpá-los e purifica-lo na mais sagrada habitação do Espírito de Deus, que de fato, foi recusado.

Infere-se, nestes dias antítipo da expiação, que não é sábio acalentar ídolos, mas de pleno abandono dos prazeres terrenos e de toda forma de idolatria, é tempo de retornar aos braços do Senhor com maior afinco, a exemplo de Jacó, quando Deus ordenou que ele habitasse em Betel e erigisse um altar para sacrificar em seu nome, com efeito, ele não só atendeu ao comando divino, como também ordenou uma profunda reforma na sua família: "Então, disse Jacó à sua família e a todos os que com ele estavam: Lançai fora os deuses estranhos que há no vosso meio, purificai-vos e mudai as vossas vestes; levantemo-nos e subamos a Betel. Farei ali um altar ao Deus que me respondeu no dia da minha angustia e me acompanhou no caminho por onde andei. Então, deram a Jacó todos os deuses estrangeiros que tinham em mãos e as argolas que lhes pendiam das orelhas; e Jacó os escondeu debaixo do carvalho que está junto a Siquém" Genesis 35:2-4. Calejado e modelado com intensos infortúnios sofrido nas mãos de Labão, o experimentado Patriarca sabia piamente que não poderia de forma alguma sacrificar ao Criador, maculado por resquício de idolatria, por essa razão ele purificou sua casa, tolhendo a quebra de um dos mandamentos, que mais ofensa causava ao Todo Poderoso, a idolatria. É obrigação da igreja remanescente seguir o belo exemplo de Jacó, exigindo de seus membros que obedeçam esta ordem para se despojarem de todos os ídolos modernos, como moda, joias, maquiagens e enfeites de prata e ouro, assim como foi obedecida por todos os que estavam com Jacó. Observe que a idolatria em matéria de vestuário e uso de joias e enfeites são pecados gravíssimos aos olhos do Criador, ofuscam o sacrifício de Cristo chamando a atenção para si, maculando o símbolo de sua natureza divina. Os pioneiros da Igreja Adventista do sétimo Dia, combateram com assiduidade este infortúnio, exigindo dos membros da igreja se absterem de tais ídolos, por testemunho e por carta, seguindo esta linha de ensinamentos a irmã White escreveu:

Foi-lhe ensinado que os adventistas do sétimo dia não usavam jóias, ouro, prata ou pedras preciosas, e que não se sujeitavam às modas mundanas em seu vestuário.
Ellen G. White, Mensagens Escolhidas 3, 1987, pág 246 / Evangelismo, pág 270 / The Review and Herald 28 de março, 1882 parágrafo 6

No Novo Testamento, o apóstolo Pedro ratifica esta assertiva, bem como Ellen White, haja vista, que nos últimos dias são tempos de apostasia, secularismo e endurecimento da natureza pecaminosa. São advertência que ela escreveu para o igreja dos últimos dias.

É deplorável que pessoas que professam ser discípulas de Cristo julguem coisa desejável imitar o vestuário e as maneiras desses ornamentos inúteis.
Pedro dá valiosas instruções quanto ao vestuário das mulheres cristãs: "O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura de vestes; mas o homem encoberto no coração, no incorruptível trajo de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus. Porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus." 1 Pedro 3:3-5.
Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja 4, pág 644 / Testemunhos Seletos 1, pág 598

Observe que Pedro, se expressa de forma contundente, exemplificando o que é reprovável: o uso de joias, o luxo dos vestidos e o frisado de cabelos. Então, não há dúvida que o uso de joias, as modas, as maquiagens, são condenáveis. O apóstolo vai além ao mencionar que assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus, e estavam sujeitas aos seus próprios maridos; ou seja, o adorno das santa mulheres não estava nos enfeites e ídolos imposto pelo secularismo, mais, pelo manto da justiça de Cristo imputado em seus corações. Tertuliano, um dos pais da igreja primitiva nascido no segundo século, outrossim comentou:

Vesti-vos com a seda da honestidade, com o linho fino da santidade e com a púrpura da castidade. Assim adornadas Deus será vosso amigo."
Tertuliano (197 d.C.)

Belas palavras de Tertuliano, quiça, um dia elas sejam entendidas e seguidas pela igreja de Deus, esse é o desejo de todo sincero servo de Deus, no entanto, será apenas uma utopia se os servos de Deus não compreenderem que só poderão vencer suas fraquezas e abominar esses ídolos quando se curvarem em oração, jejum e meditação perante o Soberano do Universo em busca do revestimento da natureza divina de Cristo.

Ademais, insta salientar, que os ídolos não são unicamente paus, pedra, prata e ouro, hoje os ídolos tem outra conotação. Portanto, a detida investigação das páginas sagradas nos revelam a vontade do grande Legislador, exigindo de seu povo lançar fora todos os ídolos que estão ocupando o lugar de seu Criador e de seu Filho amado em seus corações: "Porque, naquele dia, cada um lançará fora os seus ídolos de prata e os seus ídolos de ouro, que fabricaram as vossas mãos para pecardes" Isaías 31:7.

Assim, quando a Bíblia fala de ídolos, a mente do desavisado servo de Deus é direcionada a pensar nas estatuas de deuses pagãos ou de santos cristãos, mártires e relíquias sagradas, entretanto, não paramos para pensar que os ídolos hodiernos possuem outras formas e tem lugar de primazia no coração do crente, do professo servo de Deus. Hoje, estes ídolos estão deificados nas músicas evangélicas, vestuário, maquiagens, enfeites de prata e ouro, joias, jogos, festas e diversões seculares acolhidas dentro da igreja. Embora o Senhor proíba claramente o seu povo se inclinar diante desses deuses: "Porque te não inclinarás diante de outro deus; pois o nome do SENHOR é Zeloso; zeloso é ele" Êxodo 34.14. Fomentados pela natureza pecaminosa, a luta é renhida, enfrentando muita resistência para bani-los da igreja.

Com efeito, o primeiro Mandamento da santa Lei de Deus "Não terás outros deuses diante de mim" Êxodo 20:3. está sendo voluntariamente quebrada, é frequente o uso de maquiagem nos olhos, batom nos lábios das irmãs, uso de joias, modas espalhadas pelos vestuários com enfeites e cores berrantes, no entanto, a igreja tem que tolher esta pratica, as irmãs decidam ou servem a Deus ou os ídolos acalentados em seu coração, a direção da igreja precisa tomar a atitude que Elias, o Tesbita tomou: "Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; se é baal, segui-o. Porém o povo nada respondeu" I Reis 18:21. Aqui, não admitiremos o silêncio, precisamos de uma resposta sincera, ou abandonam os ídolos ou saiam da igreja e se deleitam nos seus prazeres. Vejam o que diz as Escrituras a respeito da maquiagem, como Jezabel se pintou no dia em que foi morta e devorada pelos cães, como preconizou a palavra de Deus: "Tendo Jeú chegado a Jizreel, Jezabel o soube, então, se pintou em volta dos olhos, enfeitou a cabeça e olhou pela janela" II Reis 9:30.




A ORIGEM DAS MAQUIAGENS

Podemos inferir, que a maquiagem era usada séculos antes de Cristo, no texto em comento, vislumbra-se que a rainha pagã Jezabel usava maquiagem, ela era esposa do ímpio Acabe, rei de Samaria, mesmo no dia em que foi morta por Jeú, ela não se desligou do culto da suposta beleza pintando os olhos para a morte. O uso de maquiagem é tão antigo, que se faz mister indagarmos, Como surgiu a maquiagem?

Perquirindo as fontes na internet, é possível vislumbrar parte da resposta almejada:

No contexto histórico sabe-se que o uso de maquiagem teve o início de seu desenvolvimento dentre os egípcios, pois nesta cultura a beleza física, tanto de homens como de mulheres, os faraós fazia uso de maquiagem também em cadáveres acreditando que um dia ressuscitariam. Também faziam usos de "perucas coloridas" como forma de distinção social e a pintura em torno dos olhos era usada com o intuito de evitar olhar diretamente para o deus do sol Rá. Dentre os gregos e romanos de "cores" expandiu-se, com a derrubada do império romano ocorreu um tempo em que a maquiagem era mal vista, sendo associada à devassidão de Roma.
Disponível em: <http://emdefesadasadoutrina.blogspot.com.br>

A maquiagem e uso de perucas, tem cunho histórico que remontam séculos antes de Cristo. Os egípcios usavam a maquiagem nos olhos temendo olhar diretamente para seu deus maior, rá, o deus sol, no primeiro momento o uso de maquiagem tinha cunho religioso. No entanto, a maquiagem moderna, com profunda raízes no Egito, também cultua um deus, agora com o nome de beleza, vaidade e prazer da admiração da sociedade. Em outro site, ratifica o uso da maquiagem pelos egípcios, não só religioso, mas, outrossim com cunho estético, com profunda exaltação do culto da beleza exterior, um verdadeiro ídolo:

Foi no Egito que a maquiagem ganhou seu caráter moderno e estético. Esta civilização criou o culto da beleza entre homens e mulheres, especialmente com o uso de hena na elaboração de pinturas faciais e corporais, particularmente em volta dos olhos, destacando-os sem igual. Os faraós mantinham a crença na preservação da beleza mesmo depois da morte, acreditando que deveriam estar perfeitamente embelezados ao ressuscitarem; assim, também os mortos eram maquiados.
Disponível em: <http://www.infoescola.com/cultura/a-arte-da-maquiagem>

O culto da beleza, criado no antigo Egito, é um ídolo suntuoso deificado dentro das igrejas modernas, cujos membros, ávidos pelos prazeres acalentam e defendem com um arsenal de argumentos e sofismas ornamentados de vã sutilezas. O uso de maquiagem, vestuários deformados, joias, como brincos, pulseiras, anéis e colares, são os ornamentos das pseudas cristãs, e são defendidos por pastores e líderes em uma possante trincheira se valendo de alguns textos bíblicos removidos de seus legítimos contextos.




TEXTOS CONTROVERSOS QUE APARENTAM
AUTORIZAR A IGREJA ADOTAR MAQUIAGENS, JOIAS E MODAS

Pseudos evangélicos, obstinados pelos prazeres seculares, e ávidos em fomentar os ídolos, defendem que as maquiagens, modas, adornos e uso de joias, foram determinadas por Deus, apontam textos que aparentemente reforçam o mau da natureza pecaminosa que governa sua vontade, da qual são escravos, necessitando da reprimenda, como remédio útil para retificar os maus costumes, na esperança de medrarem.

Insta examinar e analisar detidamente, os principais textos utilizados como munição para defender os ídolos, todavia, no seu legítimo contexto, vamos encetar com um texto esculpido no livro do profeta Ezequiel, capítulo 16 onde Jerusalém é retratada de forma figurada como uma jovem mulher adornada por Deus com joias, enfeites e vestes bordadas, ela é ataviada como a esposa do Senhor. Vejam, com efeito, o que diz o Altíssimo, falando alegoricamente da sua união com o seu povo, Israel: "E adornei todo o teu corpo com joias, e coloquei braceletes nos teus braços e uma rica gargantilha em teu pescoço. Também te coloquei um pingente no nariz, brincos nas orelhas e depositei em tua cabeça uma preciosa coroa nupcial. Assim foste adornada de ouro e prata, e o teu vestido era de linho especial, de seda e de bordados..." Ezequiel 16:11-13.

Observe o relato do texto afirmando que Deus a ornamentou, a grosso modo, infere-se que a interpretação parece encontrar guarida nestas passagens autorizando a igreja usar tais adornos. Os defensores dos ídolos alegam que foi o próprio Deus quem adornou com tanta profusão a jovem retratada no texto, portanto, as igrejas modernas estão autorizadas a também usar os adornos e os ídolos elencados na passagem escrita por Ezequiel.
Trata-se, portanto, de um relato figurado, que lança mão de um recurso didático em voga naqueles dias: falar ao povo em sua própria linguagem como Cristo utilizou-se de várias parábolas para ilustrar ao povo a grandeza de seus ensinamentos. É uma prática corriqueira nas Escrituras tanto do Velho como o Novo Testamento usarem alegorias para representar os ensinamentos divinos.

Estes versículos retratam Jerusalém (Israel) como uma criança indesejada, o seu resgate e, por fim, ela como prostituta. Na verdade, o profeta Ezequiel está alegoricamente narrando a história de uma criança não desejada, o seu resgate, o seu casamento e a infidelidade de Israel conforme se percebe no versículo 17: "Tomastes, assim mesmo, tuas formosas joias de ouro e prata que eu te havia dado e fizestes imagens de homens e fornicastes com elas" Ezeqiel 16:17. Na mesma esteira são os ensinamentos da irmã White, onde ela retrata a união de Deus com o seu povo como um casamento, apontando textos bíblicos para atestar que o testemunho é verdadeiro.

Nas Escrituras, o caráter sagrado e permanente da relação entre Cristo e Sua igreja é representado pela união matrimonial.
O Senhor uniu a Si o Seu povo, por meio de um concerto solene, prometendo-lhe ser seu Deus, enquanto o povo se comprometia a ser unicamente dEle. Disse o Senhor: "E desposar-te-ei comigo para sempre; desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdias." Oséias 2:19. E noutro lugar: "Eu vos desposarei." Jeremias 3:14. E Paulo emprega a mesma figura no Novo Testamento, quando diz: "Porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo." 2 Coríntios 11:2
Ellen G. White, O Conflito dos Séculos, 1985, pág 381

Posteriormente ela prossegue a narrativa e acrescenta a infidelidade de seu povo, rejeitando a glória divina para confiar em ornamentos fúteis e na beleza de sua formosura, aqui representado pela casa de Israel, ornamentada por Deus com joias e roupas finas bordadas representando alegoricamente o amor de Deus, afeição e fidelidade, ao passo que a casa de Israel quebra o voto matrimonial, se contaminando com os ídolos alimentada pelo secularismo e seus prazeres que deveras, separa o povo de seu Deus:

A infidelidade da igreja para com Cristo, permitindo que sua confiança e afeição dEle se desviem, e consentindo que o amor às coisas mundanas ocupe a alma, é comparada com a violação do voto conjugal. O pecado de Israel, afastando-se do Senhor, é apresentado sob esta figura; e o maravilhoso amor de Deus, que assim desprezam, é descrito de maneira tocante: "Dei-te juramento, e entrei em concerto contigo, diz o Senhor Jeová, e tu ficaste sendo Minha." "E foste formosa em extremo, e foste próspera, até chegares a ser rainha. E correu a tua fama entre as nações, por causa da tua formosura, pois era perfeita, por causa da Minha glória que Eu tinha posto sobre ti. ... Mas confiaste na tua formosura, e te corrompeste por causa da tua fama." "Como a mulher se aparta aleivosamente do seu companheiro, assim aleivosamente te houveste comigo, ó casa de Israel, diz o Senhor"; "como a mulher adúltera que, em lugar de seu marido, recebe os estranhos." Ezequiel 16:8, 13-15, 32; Jeremias 3:20
Ellen G. White, O Conflito dos Séculos, 1985, pág 381

Com efeito, restou comprovado sem nenhum resquício de dúvidas de que Deus não autorizou nem ontem nem hoje seu povo usar joias, modas ou qualquer ídolo mundano, pelo contrário no texto elencado, o senhor está repreendendo o seu povo para se abster do amor ao mundo e seus ídolos, por ser uma infidelidade que rompe a aliança do senhor com a sua igreja.

O segundo texto sob análise encontra-se no livro de Ezequiel, e também traz em seu bojo um relato alegórico, prefigurando o povo de Deus como duas mulheres Aolá e a Aolibá que profanaram o Sábado, usam pintura nos olhos, mergulhadas na idolatria: "Porquanto, havendo sacrificado seus filhos aos seus ídolos, vinham ao meu santuário no mesmo dia para o profanarem; e eis que assim fizeram no meio da minha casa. E, mais ainda, mandaram vir alguns homens, de longe, aos quais fora enviado um mensageiro, e eis que vieram. Por amor deles te lavaste, coloriste os teus olhos, e te ornaste de enfeites. E te assentaste sobre um leito de honra, diante do qual estava uma mesa preparada; e puseste sobre ela o meu incenso e o meu azeite. Com ela se ouvia a voz de uma multidão satisfeita; com homens de classe baixa foram trazidos beberrões do deserto; e puseram braceletes nas mãos das mulheres e coroas de esplendor nas suas cabeças. Então disse à envelhecida em adultérios: Agora deveras se prostituirão com ela, e ela com eles?" Ezequiel 23:38-43.

Como visto, a relação de enfeites, maquiagens e uso de joias com a apostasia é patente na Bíblia Sagrada. O texto em comento traz um relato simbólico, o povo de Deus aparece como duas mulheres com nomes alegóricos de Aolá que representa Samaria capital do reino do norte e a Aolibá representante de Jerusalém capital do reino do sul, que profanaram o sábado, idolatraram, chamaram amantes e por eles pintaram os olhos e colocaram enfeites; os beberrões do deserto lhes deram braceletes e diademas e elas adulteraram.

As irmãs eram as "esposas" do Senhor, isto é, tinham firmado aliança com ele e ambas enamoraram-se dos seus amantes. Oolá (Samaria) enamorou-se dos assírios, prostituindo-se e contaminando-se com os seus ídolos pagãos.
Ao passo, que Oolibá (vs. 11-35). Representa Judá, o reino do sul, capital Jerusalém, que selou alianças com a Assíria e com a Babilónia (2Rs 20.12-18; 23. 29, 2Cr 33.11; Is 39.1). Jerusalém que deveria ser fiel ao Senhor não resistiu aos encantos dos assírios, nem dos babilônios, nem dos egípcios e com eles todos se prostituiu.
Portanto, o segundo texto apontado como vetor de liberdade para libertinagem, autorizando os cristãos usarem maquiagens, joias e adornos, não pode prosperar, o contexto é o contrário da forma como pretendem defender, na realidade, o Senhor utiliza o texto para evitar a contaminação de seu povo com os ídolos pagãos. Diante deste contexto de apostasia, dessume-se, que as igrejas que desprezam a Lei do Senhor seus Estatutos e Preceitos, e andam na vaidade de seus pensamentos, consequentemente transgredindo o Sábado, como frisou o texto, destarte, podem perfeitamente usar joias, maquiagens, modas e demais vaidades cultuando a beleza, se fazem o mais, quebrar a lei de Deus, com patente violação da aliança eterna com o Senhor, podem o menos usar maquiagens, adornos e modas. A proibição do Senhor é para sua Igreja que o ama e guarda os seus Mandamentos.

Ademais, o Senhor usa a pena do profeta Isaías contra a arrogância, enfeites e uso de joias das mulheres de Sião, ou seja, a repreensão é para o seu povo, aqui figuradamente repreendendo e advertindo o reino de Judá e sua capital Jerusalém: "O Senhor diz: Por causa da arrogância das mulheres de Sião, que caminham de cabeça erguida, flertando com os olhos, desfilando com passos curtos, com enfeites tinindo em seus calcanhares, o Senhor rapará a cabeça das mulheres de Sião; o Senhor porá a descoberto as suas vergonhas". Naquele dia o Senhor arrancará os enfeites delas: as pulseiras, as testeiras e os colares; os pendentes, os braceletes e os véus, os enfeites de cabeça, as correntinhas de tornozelo, os cintos, os talismãs e os amuletos; os anéis e os enfeites para o nariz; as roupas caras, as capas, as mantilhas, e as bolsas; os espelhos, as roupas de linho, as tiaras e os xales. Em vez de perfume haverá mau cheiro, em vez de cintos, corda, em vez de belos penteados, calvície, em vez de roupas finas, vestes de lamento, em vez de beleza, cicatrizes. Seus homens cairão ao fio da espada; seus guerreiros morrerão no combate. As portas de Sião lamentarão e prantearão por causa disso; e sem nada, ela se assentará no chão " Isaías 3:16-26.

Com efeito, o capítulo 3 de Isaías, todo ele é dedicado a advertir e reprender a apostasia de Judá e Jerusalém, o reino do Sul, representando o povo de Deus que se corrompeu. Quando o profeta narra o Senhor arrancando os enfeites e joias, está simbolizando a remoção do vinculo de Israel com a apostasia e contaminação que sugaram das nações pagãs e seus ídolos. E não autorizando o uso de tais adornos para o seu povo como pretendem crer e ensinar os pastores e líderes das igrejas apostatadas.
Convém ressaltar, que as reprovações estigmatizadas na profecia do capítulo 03 de Isaías, não foi relegada unicamente para o tempo de Israel, a mesma censura é imposta para a igreja remanescente nestes dias finais de apostasia, pois, ainda permanecem com o mesmo vigor da primeira reprovação, haja vista, que os perigos dos últimos dias estão sobre nós. Segundo escreveu a irmã White, advertindo a igreja contra a apostasia dos últimos dias e a iminente mortandade que cairá sobre as igrejas que amaram a aparência externa em detrimento do amor à Cristo e sua doutrina:

Foi-me apresentada a profecia de Isaías 3 como se aplicando a estes últimos dias; e suas reprovações são feitas às filhas de Sião que só pensam em aparência e exibição. Leia o verso 25: "Teus varões cairão à espada, e teus valentes, na peleja." Isaías 3:25. Vi que essa escritura será estritamente cumprida.
Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja 1, pág 270



TERCEIRO TEXTO

Passaremos a análise do terceiro texto, que serve de arrimo para aqueles que defendem apostasia na igreja, está esculpido no livro do profeta Oséias: "Eu a castigarei pelos dias em que ela queimou incenso aos baalins; ela se enfeitou com anéis e joias, e foi atrás dos seus amantes, mas de mim, ela se esqueceu, declara o Senhor" Oséias 2:13.

Oséias exerceu seu ministério profético quando finalizava um período muito próspero da história de Israel, pouco antes da nação cair perante os Assírios, em 722 a.C.. Nessa altura, o povo escolhido de Deus já deixara de adorar apenas o Senhor, mas prestava culto também a baal, um deus cananeu. Então o Senhor Deus divulgou que a origem dos enfeites e adornos de seu povo apóstata, era do seu amante, baal um ídolo pagão: Os “Pendentes de baal e suas gargantilhas”. Conforme relatos das Escrituras, por este motivo, o Senhor havia se divorciado de Israel por conta de seus constantes adultérios, conforme lamentações do profeta Jeremias: "E vi que, por causa de tudo isto, por ter cometido adultério a rebelde Israel, a despedi, e lhe dei a sua carta de divórcio, que a aleivosa Judá, sua irmã, não temeu; mas se foi e também ela mesma se prostituiu. E sucedeu que pela fama da sua prostituição, contaminou a terra; porque adulterou com a pedra e com a madeira" Jeremias 3:8-9.

Observe-se em todos os textos elencados como permissão para igreja usar maquiagem, joias, modas e adornos, o povo está apostatado, envolvido em idolatria, transgredindo as leis de Deus, quebrando a aliança eterna e divorciado do Senhor, deveras, somente nesta condição é permitido usar tais ornamentos e maquiagens pelas igrejas apostatadas, que tem contaminado a terra com seus ídolos, segundo anunciou o profeta o seu completo extermínio: "A terra seca e cobre-se de luto, ela perece; o mundo definha e murcha, os nobres da terra consomem-se. A terra está contaminada pelos seus próprios habitantes; afinal, a humanidade desobedeceu às leis, violou os decretos e quebrou a aliança eterna. Por este motivo a maldição consome a terra e seu povo é culpado. Por isso os habitantes da terra serão extinguidos pelo fogo, até que restem apenas alguns poucos seres humanos" Isaías 24:4-6.

A quebra da aliança eterna é o motivo da apostasia e amor ao uso de maquiagem, joias, modas, enfeites e adornos, estes ídolos fomentados por Satanás, estão ocupando o lugar do Senhor no coração dominado pela natureza pecaminosa. Por concerto solene o Senhor ofereceu unir-se ao seu povo, somente Ele deveria ser adorado, no entanto, o professo povo de Deus o troca por bijuteria, quebrando a aliança eterna, aflorando toda sua infidelidade e oferecendo seu amor aos ídolos e prazeres seculares. É isto que representa os enfeites, anéis e joias utilizado alegoricamente pelo profeta Oséias para repreender severamente Israel, que rompeu a aliança com o Senhor e unindo-se a Satanás. Vejam, o que escreveu a irmã White se referindo a quebra da Aliança Eterna:

O Senhor uniu a Si o Seu povo, por meio de um concerto solene, prometendo-lhe ser seu Deus, enquanto o povo se comprometia a ser unicamente dEle. Disse o Senhor: "E desposar-te-ei comigo para sempre; desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdias." Oséias 2:19.
A infidelidade da igreja para com Cristo, permitindo que sua confiança e afeição dEle se desviem, e consentindo que o amor às coisas mundanas ocupe a alma, é comparada com a violação do voto conjugal. O pecado de Israel, afastando-se do Senhor, é apresentado sob esta figura; e o maravilhoso amor de Deus, que assim desprezam, é descrito de maneira tocante.
Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja 7, pág 16

Enfim, mais uma vez, é a repetição dos mesmos contextos, as passagens apresentadas não autorizam de forma alguma a igreja de Deus romper a aliança com ele e se deleitar nos braços da apostasia, adotando o uso de maquiagens, modas, joias e enfeites. O adorno da igreja de Deus está umbilicalmente inerente a Cristo e sua promessa de nos emprestar sua natureza divina, para andarmos copiosamente amando a sã doutrina e obedecendo, sem reservas, a todos os Mandamentos, Estatutos e Preceitos do Senhor.




ERA PERMITIDO O USO DE JOIAS, MODAS E MAQUIAGENS NA IGREJA PATRÍSTICA?

A igreja primitiva também foi contaminada por essa prática perniciosa, no entanto os Pais da igreja mantinham-se firmes na reprimenda e correção dessas mazelas que Satanás intentava através de instrumentos humanos introduzir na igreja primitiva. Graças à resistência Patrística, ele não logrou êxito, foi derrotado pela firmeza dos dirigentes que valorizavam o ascetismo como estilo de vida, empenhando-se na beleza da espiritualidade, da oração, dos frequentes jejuns e da comunhão com Cristo, era estes os enfeites e adornos almejados pela igreja primitiva, conforme vimos alhures nos escritos de Tertuliano, um dos Patrísticos do cristianismo apostólico, nascido na metade do século II D.C, escreveu:

Vesti-vos com a seda da honestidade, com o linho fino da santidade e com a púrpura da castidade. Assim adornadas Deus será vosso amigo.
Tertuliano (197 d.C.)

Vale lembrar, que as primeiras comunidades cristãs, sofriam grande influência da filosofia grega, o idioma falado entre os cristãos primitivo era o grego. O mundo em que eles estavam inseridos era pagão, que os perseguia com fúria diabólica para exterminá-los da face da terra. Os pagãos por seu turno eram idólatras, cultuavam muitos deuses inertes, com cerimônias impudicas, onde exaltavam a esbórnia, a lascívia, a luxúria e a volúpia, o uso de joias, adornos, maquiagens, enfeites e vestes coloridas ricamente ornamentadas com ouro e prata eram assaz comuns. Por outro lado, estava a doutrina cristã, ensinando a vida monástica e ascética, que condenava todas estas práticas deletéria do luxo e dos prazeres profanos. Este era apenas um dos motivos do ódio infrene dos pagãos contra os cristãos.

O prazer dos cristãos era a comunhão com seu Salvador, a comunidade cristã se dedicava com assiduidade nas orações, meditação, estudo das Escrituras e jejuns. Os líderes da incipiente igreja cristã ensinavam aos membros o monasticismo e a renunciarem estes prazeres perniciosos, tão comuns no mundo pagão, conforme podemos observar nos sábios ensinamentos de Tertuliano acerca de adornos, ornamentos, cosméticos e roupas coloridas.

Um cristão deveria igualmente renunciar a todo luxo, cosméticos, ornamentos e adornos de alto valor. Se Deus tivesse prazer em trajes coloridos, por que não criou ovelhas roxas e azul-celeste?
Campenhausen, Hans Von, 2015, Os Pais da Igreja, pag 197-198

Policarpo de Esmirna, era discípulo do Apóstolo João e conservou os costumes apostólicos na comunidade cristã, no momento oportuno vamos estudar a polêmica que eclodiu na igreja primitiva, por conta da data da Páscoa, Policarpo celebrava a Santa Ceia na data quartodecimana, a mesma data que o apóstolo João celebrava, ou seja, no dia 14 de abibe do calendário judaico, ao passo que o bispo de Roma Vitor II, defendia a data do primeiro domingo após essa data, alegando que Jesus ressuscitou nesse dia. Assim como Policarpo, Clemente combatia pela fé que foi dada aos santos e exortava com veemência os bons costumes que os cristãos deveriam adotar na igreja e fora dela, inclusive exortava as mulheres a orar de véu, conforme se verifica em seus escritos:

A mulher e o homem devem ir decentemente vestidos à Igreja, com passo natural, saudando-se com grande reserva, cheios de sincera caridade, puros de corpo e de alma, dispostos a orar a Deus.
Que a mulher, ademais, observe isto: Vá sempre com véu, exceto quando está em casa, pois sua figura deve ser respeitável e inacessível aos olhares. Com a vergonha e véu diante de seus olhos não se extraviará jamais, nem incitará outro a cair no pecado, por desnudar seu rosto. “Sim, esta é a vontade do logos (Jesus): é muito conveniente que ore coberta.
Clemente de Alexandria, 2013, O Pedagogo, pág 294

A astuta serpente, Satanás, sabia que precisava quebrar o vínculo salutar de Deus com seu povo, tal como fez em baal-peor, para enfraquecer a igreja ele estendeu seu símbolo, rapidamente lançou a semente, assim como fez com Eva no Éden, ele tentou perverter a igreja semeando a idolatria nos corações incautos, com atrativos de joias, adornos, ornamentos de pedras preciosas, como uma isca para seduzir as mulheres cristãs, esta foi a visão de Clemente de Alexandria, quando escreveu:

As mulheres não tem vergonha de carregar as marcas e os símbolos do espírito maligno. Se Eva foi seduzida pela serpente, as outras mulheres deixam-se seduzir pela riqueza das joias; é a isca que o demônio utiliza para fazê-las cair no precipício. Vemos que, para se enfeitar, elas usam pequenas figuras de serpentes e de moreias feitas de ouro; e procuram a aprovação daqueles que as desonram.
Clemente de Alexandria, 2013, O Pedagogo, pág 219

Clemente reprova os símbolos do diabo e quebra seu intento ao chamar a atenção das irmãs para os lídimos ensinamentos das Escrituras, quando alertou a igreja:

Essas mulheres não compreendem o que há de simbólico nas Sagradas Escrituras. Elas, que as tomam ao pé da letra, creem que Deus não condena a obsessão que elas tem pelas pedrarias. Eis como elas raciocinam: Quando é que Deus nos proibiu usá-las? Já que as temos, por que nos recusaríamos o prazer de nos enfeitar com elas? Por qual fim Deus as fez se não para que as usemos? É assim que falam aquelas que não se aprofundam na conduta da providência.
Clemente de Alexandria, 2013, O Pedagogo, pág 216

A resistência aos ensinos sagrados das mulheres do tempo de Clemente, são os mesmos de hoje: que Deus não proibiu usar as iscas do diabo, que não tem nada a ver, que é legalismo ou extremismo, no entanto, o adotar a semente maligna dos símbolos idolátricos do diabo nas igrejas apostatadas, mesmo sofrendo severa reprovação por parte da igreja de Cristo, não mudaram, a serpente continua picando a igreja com a apostasia e a igreja de Cristo resistindo ao pecado pisando a cabeça do diabo, conforme a palavra de Deus cunhada em Gênesis 3:15. A seguir, Clemente exala preocupação com as mulheres contaminadas pelos ídolos, ele alerta para o uso de maquiagens e roupas coloridas, como se vê em seus escritos:

Que podemos esperar de bom da conduta dessas mulheres tão soberbamente vestidas, que se pitam e se ornam de flores? Não te pavoneies jamais no vestido, nem te desavença no dia da tua honra, declara o sábio.
Clemente de Alexandria, 2013, O Pedagogo, pág 203

O sábio a quem ele se refere, é uma passagem cunhada no livro de Eclesiástico 11:4, que não foi adotado por Irineu como livro canônico da Bíblia, mas que era muito apreciado pelos Pais da Igreja. É interessante frisar, que a irmã White, à semelhança de Clemente também escreveu um texto criticando os vestuários coloridos como pavão, como se vê:

A abnegação no vestir, faz parte de nosso dever cristão. Alguns tem sido bastante infelizes para chegar a possuir correntes ou alfinetes de ouro, ou ambas as coisas, e tem mostrado o mau gosto de exibi-los, fazendo-os notórios a fim de chamarem a atenção. Não posso deixar de relacionar essas pessoas ao fátuo pavão, que exibe suas suntuosas penas à admiração dos outros.
Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja 3, pág 366 / Testemunhos Seletos 1, pág 351 / The Health Reformer 01 de abril de 1872, parágrafo 14

Como se pode notar, é o mesmo contexto da exortação de Clemente quando ele cita o Eclesiástico que diz "não te pavoneies" ou seja, não te trajes com roupas coloridas como um pavão. Em outro texto, Clemente exorta os cristãos a usarem roupas de cores naturais e ironiza as roupas coloridas, dizendo que se assemelham a canteiros de flores apropriadas aos festejos do deus bacon:

Se quisermos usar outras cores, devemos ao menos nos contentar com as que são naturais. Pois essas vestes que se assemelham a canteiro de flores são adequadas somente às festas de baco e aos mistérios cômicos. Todas essas cores tão brilhantes e tão refinadas são invenções da concupiscência; fica a parecer que as vestimentas foram feitas para o prazer dos olhos muito mais do que para cobrir o corpo.
Clemente de Alexandria, 2013, O Pedagogo, pág 294

Em outro texto, ele vai mais longe, e alerta que usar roupas de várias cores é uma lepra que deve ser rechaçada da igreja, comparando as roupas coloridas como a imitação dos tons das serpentes, bem sabemos que a serpente representa o diabo:

Como a lei promulgada por Moisés, a lepra é objeto de rechaço, algo impuro, assim também a variedade das cores e os vestidos coloridos, por sua semelhança com as escamas de vários tons de serpente. Sem ir mais longe, considera puro ao que não está adornado com muitas cores...
Clemente de Alexandria, 2013, O Pedagogo, pág 278

Para os Pais da Igreja o uso de perfumes refinados, caros, era um desperdício, haja vista, que os membros da igreja cristã primitiva usavam todos os seus poucos recursos, em meio a constantes perseguições, para atender os necessitados, era uma igreja que levava a sério a obediência da Doutrina, a oração, o partir o pão e a comunhão segundo texto esculpido em Atos 2:42. Por este motivo Clemente defendia a expulsão dos boticários, que vendiam perfumes refinados, já que os cristãos usavam unguentos como perfumes, mais práticos e barato, e dos tinteiros que vendiam tecidos com cores berrantes:

Eu aprovo a conduta daqueles que, exasperados pelas consequências dessa tola obstinação de perfumar-se, baniram das cidades bem governadas os boticários; pois os perfumes corrompem os bons modos e tornam os homens efeminados; essas leis estendem-se também aos tintureiros que tingem os tecidos com cores muito berrantes. É um crime dar entrada a esses perfumes refinados e a esses tecidos falsificados nas cidades que professam amar a verdade.
Clemente de Alexandria, 2013, O Pedagogo, pág 174

Como já visto, os Pais da Igreja primitiva eram meticulosos nos ensinos doutrinários, orientavam as irmãs cristãs a evitarem o uso de joias, adornos, vestes coloridas e de cores berrantes, proibindo sobretudo o uso de pintura nos olhos, rosto, unhas e lábios, ou seja, era terminantemente proibido uso de cosméticos, como exposto por Tertuliano:

Elas consultam o espelho para ajudar a sua beleza, tentando tornar o mesmo sedutor com cosméticos, arrogantemente jogam uma capa por cima dos ombros, colocam seus apertados sapatinhos multiformes e levam bem mais acessórios quando vão ao banho.
Tertuliano, O véu das virgens

Na obra intitulada "A vestimentas das virgens", Cipriano lança uma pergunta para as irmãs da igreja: "Qual o lugar de ruge e chumbo branco no rosto de uma senhora cristã?" Jerônimo, era enérgico e de espírito forte, assim como os outros Pai da Igreja ele escreveu muitas cartas de combate as heresias, conforto para os irmãos e de exortação para a Igreja, em sua carta de número 54, ele responde a essa indagação formulada por Cipriano, nos seguintes termos: "Servem apenas para inflamar as paixões dos homens jovens, para estimular a lascívia e para indicar uma mente impura".

Podemos apreciar outra semelhança dos escritos Patrísticos com os ensinamentos da irmã White, conforme estudo comparado, ela nos fornece a mesma resposta de Jerônimo para a pergunta formulada por Cipriano:

O vestuário extravagante muitas vezes incute concupiscência no coração da que o usa, despertando baixas paixões no que o contempla. Deus vê que a ruína do caráter é frequentemente precedida pela condescendência com o orgulho e a vaidade no vestir, que os caros enfeites sufocam o desejo de fazer o bem.
Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja 4, pág 645 / Conselhos para a Igreja, pág 185 / Orientação da Criança, pág 271

O nosso coração é o templo do Espírito Santo, portanto precisa estar limpo e purificado de toda imundice da natureza pecaminosa, quando o diabo semeia os ídolos no coração do cristão, ele cobre o entendimento do crente com um véu, afastando-o do Senhor em flagrante adultério, rompendo os laços do matrimônio com Cristo se regalando nos prazeres profanos, nas vaidades, modas, adornos, pinturas, joias, maquiagem e pulseiras, todavia, segundo ensinamentos do Apóstolo Paulo: "Quando, porém, algum deles se converte ao Senhor, o véu lhe é retirado" II Coríntios 3:16. Quando o véu é retirado, é removido os ídolos e o crente encontra a verdadeira beleza, que está em Cristo, segundo ensinamentos de Clemente de Alexandria:

Mas alguém retira o véu do templo - refiro-me à rede das mulheres, isto é, sua tintura, seu vestido, suas joias, sua maquiagem, seus cremes, em suma, a junção disso tudo – quero dizer o véu, para encontrar a verdadeira beleza, aborrecer-se-á, eu sei bem.
Clemente de Alexandria, 2013, O Pedagogo, pág 231

Insta esclarecer, que a tintura a que Clemente se refere no encimado texto, é uma exortação para igreja primitiva e consequentemente para a igreja de todos os tempos, proibirem os cristãos pintarem os cabelos, este ensinamento é doutrinário, Clemente convoca todos os Ministros e Pastores da igreja de Cristo e ordena:

Devemos rechaçar o uso de tinta para os cabelos, dos unguentos para os pelos grisalhos, das tintas amarelas para os penteados sofisticado, semelhante ao que fazem as mulheres. Mas há quem crê suprimir da cabeça a velhice, como as serpentes que trocam de pele.
Clemente de Alexandria, 2013, O Pedagogo, pág 240

Como visto, na igreja primitiva não era permitido aos membros usarem maquiagens, joias, pintar os olhos, enfeites nas roupas.

Tampouco devem tingir seus cabelos, nem trocar a cor dos cabelos grisalhos, da mesma maneira que tampouco está permitido portar indumentárias (roupas) extremamente coloridas.
Clemente de Alexandria, 2013, O Pedagogo, pág 284

Clemente e os demais pais da igreja, eram firmes e exigentes no cumprimento dos ensinamentos doutrinários, rechaçavam todos os ídolos que Satanás tentava introduzi na Igreja. Quando o cristão não cultivava a natureza divina de Cristo, com efeito, o coração natural era inclinado para os prazeres impudicos, ávidos por usarem os atrativos ofertados pelo mundo e não os atrativos de Cristo, não encontravam beleza na vida ascética, estavam sufocados pelos prazeres profanos. Aos crentes que trocavam a beleza do Mestre pelos atrativos seculares, Clemente retrucou:

...o que devemos pensar dos cuidados imoderados com joias, as tinturas refinadas, as cores finas, o ardor pelas pedras preciosas, as belas obras trabalhadas em ouro, os cabelos frisados com tanta arte, a pintura dos olhos, o esforço que empregamos para arrancar os pelos supérfluos ou os mil artifícios criminosos que usamos para disfarçar os cabelos brancos?
Clemente de Alexandria, 2013, O Pedagogo, pág 203

Clemente ensinava que pintar os cabelos é negar os privilégios de ser um ancião, quando o homem nasce de novo, morre o velho homem com sua natureza pecaminosa e nasce um novo homem com a natureza divina de Cristo, no Batismo, assim: "Quanto à antiga maneira de viver, vocês foram ensinados a despir-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos, a serem renovados no modo de pensar e a revestir-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade" ”Efésios 4:22-24. Em seus escritos, Clemente está ensinando que pintar os cabelos e adotar ídolos seculares é sinal da ausência de Cristo na vida, que o cristão deve ser renovado pela justiça de Cristo, ou seja, sua natureza divina e não com tintas para pintar os cabelos, para ele:

A experiência consumada é a coroa dos anciãos (Eclesiástico 25:8), diz as Escrituras, e as marcas de seu rosto sã flores da experiência. Aqueles que tingem os cabelos e entregam-se a inúmeras ações efeminadas, pelo contrário, desonram privilégio de sua idade. Não, não pode transluzir uma alma verdadeira quem tem uma cabeça falaciosa (enganosa): Vós, porém, exclama, não foi para isso que vos tornastes discípulos de Cristo, se é que o ouvistes e dele aprendestes, como convém à verdade em Jesus. Renunciai à vida passada, despojai-vos do homem velho, não do homem idoso, mas do corrompido pelas concupiscências enganosas. Renovai, não com tintas e adornos, o sentimento da vossa alma, e revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade.
Clemente de Alexandria, 2013, O Pedagogo, pág 241

Por fim, Clemente reprova pintar os cabelos, alegando ser uma afronta à Deus promovida pelos ímpios, ele finaliza perguntando:

: Por que rivalizam com Deus? Por que se esforçam para se opor a Ele os ímpios que mudam a cor do cabelo que Ele mesmo fez acinzentar?
Clemente de Alexandria, 2013, O Pedagogo, pág 240

É cediço que nem todas vão se converter para remover o véu que encobre os ídolos, as renitentes, desprezam os conselhos da palavra de Deus, se arrumando para agradar a si mesma e para angariar os aplausos de seus párias, revelando em seus ídolos o adultério espiritual, ou o completo afastamento do Senhor. Nos primórdios da Igreja primitiva todas estas mazelas já ocorriam, contrariando os Pais da Igreja que não deixava a afronta em pune, como se vê nos escritos de Clemente de Alexandria:

Arrumam-se para agradar as demais, gloriando-se de sua face e não do seu coração. Assim como as marcas do ferro denunciam o escravo fugitivo, também os adornos revelam a mulher adúltera. Para que revestir-te de púrpura, engalanar-te com ornamentos de ouro, e alongar-te os olhos com pinturas? Em vão tentas ser bela, exclama o Logos pela boca de Jeremias.
Clemente de Alexandria, 2013, O Pedagogo, pág 234

Ao citar o profeta Jeremias, Clemente está chamando a atenção dos irmãos e irmãs, para a repreensão lançada pelo Senhor a Israel pelas mesmas práticas e suas terríveis consequências: "O que você está fazendo, ó cidade devastada? Por que se veste de vermelho e se enfeita com joias de ouro? Por que você pinta os olhos? Você se embeleza em vão, pois os seus amantes a desprezam e querem tirar sua vida" Jeremias 3:30.

Nesta seara, merece destaque o fato da irmã White escrever muitos séculos depois dos Pais da Igreja, condenando as mesmas práticas deletérias combatidas e reprovadas pela igreja primitiva. Por vezes, somos tentados a pensar que o uso dos ídolos descritos são novidades dos últimos dias, no entanto, o diabo trabalhou para introduzi-los na igreja desde sua concepção. O tópico seguinte, pasmem, é uma proibição para as irmãs que usavam excrementos de crocodilo como cosmético e ameaça para as irmãs não modelarem as sobrancelhas, na pena inspirada de Clemente:

Três vezes, não só uma vez, mereceriam perecer essas mulheres que utilizam excrementos de crocodilos, que espalham sobre si espumas de podridão, que modelam as sobrancelhas e que untam sua face com o branco da cera.
Clemente de Alexandria, 2013, O Pedagogo, pág 232

É certo, contudo, que muitos irmãos e irmãs indagam e até criticam da irmã White, julgando extremismo o fato de seus escritos condenarem o amor ao vestuário apontando como fruto de irmãs de cabeça fraca e o uso de roupas apertadas, coladas ao corpo mostrando suas curvas. Contudo, vale acrescentar que Clemente de Alexandria já combatia esse mal nos primórdios da Igreja apostólica, como faz prova escritos de sua lavra:

Essa superfluidade nas vestimentas assinala um espírito fraco e leviano, que crê ofuscar os olhos usando desse artifício para esconder os defeitos do corpo. Uma veste muito pomposa e delicada não é feita pela pura necessidade; ela serve somente para manter o fausto e a molície; ela é costurada ao corpo com tanta justeza que deixa aparecer toda a figura. Devemos, ainda, rejeitar as tinturas muito brilhantes, elas não são boas para nada e assinalam a corrupção dos modos.
Clemente de Alexandria, 2013, O Pedagogo, pág 205-206

Só a título de estudo comparado, observa-se que a irmã White repreende a Igreja no mesmo tom de Clemente, chamando as irmãs que se deixam contaminar por coisas supérfluas e usam esses ídolos de cabeça fraca e coração orgulhoso, confiram a incrível semelhança nos ensinos de ambos:

Acautelamos nossas irmãs em Cristo contra a tendência de fazerem seus vestidos de acordo com os estilos mundanos, atraindo assim a atenção. A casa de Deus é profanada pelo vestuário de mulheres professamente cristãs, hoje em dia. O vestuário extravagante, a exibição de correntes de ouro e renda aparatosa, é uma clara indicação de cabeça fraca e coração orgulhoso.
Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, Vol 3, pág 244

Clemente de Alexandria costumava ensinar que não é de bom tom que as mulheres cristãs deixem seus pés amostra. As mulheres dos últimos dias resistem a qualquer reforma no sentido de cobrir as partes íntimas, sentem prazer em andar completamente despidas, e as irmãs de coração não santificado, ainda coberto pelo véu da idolatria, querem imitar o modelo impudico, envergonhando a Igreja. É de bom tom, que as mulheres outrossim, não usem roupas tão longas que varrem o lixo da rua, conforme a irmã White também nos ensinou, confira:

O comprimento dos trajes da moda é objetável por diversas razões: É extravagante e desnecessário ter o vestido tão longo, varrendo a sujeita das calçadas e ruas. Um vestido assim longo absorve o orvalho da grama e a lama das ruas, tornando-se assim uma falta de asseio.
Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja, pág 459

Esta mesma controvérsia foi tema de debate na igreja primitiva e resolvida, da mesma forma que a irmã White ensinou, na pena de Clemente de Alexandria, que exortou:

Dá um ar de arrogância usar vestes longas, que impedem o livre caminhar, e que varre todo lixo dos lugares pelos quais se passa.
Clemente de Alexandria, 2013, O Pedagogo, pág 209

Insta destacar, que o Patrístico Clemente não estava apoiando de forma alguma o uso de veste curtas pelas irmãs, ele era adepto da modéstia e do pudor conforme Paulo ensinou a Timóteo, que as mulheres se vistam como as santas mulheres do passado.
Cabe aqui esclarecer, que a igreja apostólica era ingentemente dedicada a sua fé e ao testemunha da doutrina cristã, e reprimia com afinco qualquer investida do diabo no tocante a introduzir na igreja qualquer ídolo, como visto até aqui, era muito remota a possibilidade de uma irmã cristã desejar usar qualquer enfeite, aliança de casamento, vestes em desarmonia com a fé ou qualquer tipo de adorno, mesmo assim, Clemente exalta o revestimento da natureza de Cristo e critica os apetites da carne, deixando clara a posição da Igreja contra furar a orelha para usar brincos e piercing no nariz, ele comparou como um anel de ouro no focinho de porco, como se vê em seus escritos:

O divino Apóstolo nos aconselha com lindas palavras: Revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não façais caso da carne nem lhes satisfaçais aos apetites.
O Logos nos proíbe furar os lóbulos das orelhas, violando com isso a natureza. E por que não o nariz? Precisamente para que se cumpra aquele dito: Um anel de ouro no focinho de um porco; tal é a mulher formosas e insensata.
Clemente de Alexandria, 2013, O Pedagogo, pág 279

No mais, Clemente de Alexandria não se eximiu de exortar acerca de um ponto determinante que desperta muitos debates, mesmo nos dias hodiernos, é outro ídolo encoberto pelo negro véu que permeia os corações rebeldes. Trata-se dos enfeites nos sapatos, o Patrístico chama de mulheres orgulhosas e vaidosas que adotam sapatos da moda, recheados de enfeites e bordados, não olvidemos, que a irmã White também condena tais práticas na igreja Remanescente. Um minucioso estudo comparado entre os escritos de Clemente de Alexandria e os escritos de Ellen White, observe-se de forma lídima uma incrível semelhança, nota-se que o Espírito que inspirou Clemente é o mesmo que iluminou a pena da irmã White, a doutrina, os ensinamentos a beligerância para bloquear a entrada dos ídolos na igreja, e os crentes remissos que resiste sempre ao Espirito Santo são os mesmos. Note que a primeira igreja (apostólica) está em inteira sintonia com a igreja Remanescente (dos últimos dias) em pontos doutrinários, os mesmos pontos defendidos pela primeira igreja é a luta ardente da igreja dos últimos dias para conservá-la pura doutrinariamente, o mesmo Espírito que ensinou a Igreja primitiva está atuando na igreja Remanescente para conservá-la pura, alimentada pela natureza divina de Cristo. Isto é prova contundente de que a Mensagem do Terceiro nada mais é do que uma volta da Igreja Remanescente à pura doutrina da primeira Igreja de Éfeso.
Observa-se, que a irmã White não tinha conhecimento, muito menos acesso aos escritos Patrísticos, haja vista, que muitas traduções dessas obras são recentes. Mesmo assim, tudo que ela defende como norma doutrinária de fé, foi ensinado pelos Pais da Igreja primitiva. Isto nos dá a certeza da veracidade da doutrina que ostentamos, por essa razão temos que ser firmes na defesa da fé que uma vez por todas foi entregue aos santos, conforme escritos de Judas 3. Portanto, temos a obrigação de reprimir toda forma de ídolo que Satanás tentar introduzir na Igreja. Voltemos aos escritos de Clemente de Alexandria, na defesa da fé:

As mulheres orgulhosas e vaidosas demonstram sua delicada molície nos próprios sapatos. Suas sandálias, de fazer vergonha, são enriquecidas com bordados de ouro e cravos do mesmo metal. Muitas são aquelas que até mesmo gravam nelas motivos amorosos que ferem o pudor, como que para deixar sobre toda a terra a qual pisam traços da corrupção da sua alma.
Clemente de Alexandria, 2013, O Pedagogo, pág 213

Preocupado com a formação das novas gerações de cristãos, Clemente de Alexandria criou um método de ensino que seguia uma ordem: primeiro exortar, depois educar e por fim ensinar. Com isto, ele pretendia formar novos líderes que também combatesse toda forma de secularismo, heresias e idolatria, era preciso cunhar o amor da doutrina e da lei de Deus em seus corações, impedindo que o negro véu que cega o entendimento do cristão fosse utilizado pelo diabo. Para Clemente a sabedoria, o conhecimento e o amor pela palavra de Deus era a única salvaguarda da Igreja contra as ofensivas de Satanás, ofuscando o deseja supérfluo de ouro e prata, segundo ensinamentos de Salomão:

"Filho meu, não te esqueças da minha lei, e o teu coração guarde os meus mandamentos.
Bem-aventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento; Porque é melhor a sua mercadoria do que artigos de prata, e maior o seu lucro que o ouro mais fino. Mais preciosa é do que os rubis, e tudo o que mais possas desejar não se pode comparar a ela"
Provérbios 3:1;13-15. Na mesma esteira, são os ensinos de Clemente, para ele, os valores da doutrina cristã eram os verdadeiros enfeites que a mulher cristã deveria usar, como:

O pudor e a modéstia são vossos colares e vossas perolas: são esses que Deus ordena usar.
Clemente de Alexandria, 2013, O Pedagogo, pág 222

Para Clemente o uso de ouro, prata, adorno, maquiagem, e demais ídolos já exaustivamente comentado, era símbolo de destruição no dia da ira de Deus, ele exortou as cristãs a se enfeitarem das virtudes aprendidas na escola de Cristo:

O Espírito Santo advertiu, através do profeta Sofonias, que nem a prata nem o ouro poderão nos livrar no dia da ira do Senhor. Aquelas que foram instruídas na escola de Jesus Cristo não devem exibir seu ouro, pois é suficiente que esteja enfeitada com as suas virtudes, com o Verbo, que brilha como ouro.
Clemente de Alexandria, 2013, O Pedagogo, pág 220

O texto apontado pelo Espírito Santo, exorta Israel e a igreja remanescente a abandonar o uso de ouro e prata, evitando sofrer os duros juízos da ira de Deus, como se vê: "Nem a sua prata nem o seu ouro os poderá livrar no dia da indignação do Senhor, mas pelo fogo do seu zelo toda esta terra será consumida, porque certamente fará de todos os moradores da terra uma destruição total e apressada" Sofonias 1:18.

Só resta uma alternativa para a Igreja de Deus, abandonar os ornamentos e vaidades para não cair na rede de Satanás, evitando cometer o pecado da idolatria. Clemente chama nossa atenção para os escritos de Paulo, que exalta as virtudes cristãs ensinando as irmãs a rejeitarem qualquer tipo de enfeite secular. Clemente vai além e exorta, as irmãs de bela aparência, que se contente com sua beleza natural, se forem feias as joias não podem cobrir sua falta de formosura, portanto:

Abandonemos essas bagatelas e essas tolices maliciosas do demônio, que é um sofista astuto. Não tomemos parte nessas pompas e ornamentos vaidosos, para não cair, sob o pretexto da elegância, no crime de idolatria. O Apóstolo São Paulo, nos conselhos que deu às mulheres, disse-lhes a respeito: Que do mesmo modo orem também as mulheres em traje honesto, ataviando-se com modéstia e sobriedade, e não com cabelos encrespados, ou com ouro ou pérolas, ou vestidos custosos; mas sim como convém a mulheres que demonstram piedade por boas obras. (I Timóteo 2:9-10). O Apóstolo deseja, com razão, que elas se desfaçam dos seus enfeites. Se elas são belas, que se contentem com os atrativos que a natureza lhes concedeu, e que a arte não dispute contra a natureza. Se elas são feias, suas joias servem apenas para realçar sua feiura.
Clemente de Alexandria, 2013, O Pedagogo, pág 221

Para consolidar definitivamente o entendimento de que o uso de joias, ornamentos e maquiagens são ídolos destinados ao fogo, arrastando consigo os usuários adoradores destas coisas abomináveis, Clemente de Alexandria, uma vez mais, disponibiliza seu farto acervo de ensinamentos cristão, lamentando a atitude do antigo Israel que removeu as joias e ornamentos de suas mulheres, no entanto, não se consagraram ao Criador, mas fundiram ídolos com o metal removidos da congregação para adorar, despertando a ira de Deus sobre o povo pelo pecado de idolatria:

Bem-aventurados teriam sido os antigos hebreus, se, após tirarem de suas mulheres as joias e os ornamentos de ouro, tivessem-nos destruído ou encerrado, em vez de fazer um ídolo, que eles adoravam totalmente e que precipitou contra eles a cólera de Deus, pelo crime de idolatria. Sua invenção não teve nenhuma utilidade, mas a sua desgraça deve ensinar às mulheres deste século a não ter tanto amor pelas joias. Essa paixão que elas tem pelos ornamentos preciosos é uma espécie de ídolo que será lançado no fogo.
Clemente de Alexandria, 2013, O Pedagogo, pág 221

Diante deste exemplo, podemos mensurar o tamanho da ira de Deus contra os Ministros, Pastores e dirigentes de sua Igreja se ficarem inertes, não repreender este mal impudico, aplicando a Lei em cada caso concreto. Clemente continua exortando, que o Espírito Santo utilizou o profeta Oséias para frear o ato destemperado de seu antigo povo, com escopo de evitar a fundição de ídolos, com as joias removidas de suas mulheres, consagrando-o a baal, com fundo de ameaças por sua infidelidade insana:

O Espírito Santo, ao insultar os hebreus através do profeta Oséias, afirmou que eles haviam empregado seus objetos de ouro e de prata para fazer um ídolo consagrado a baal; e Ele acrescenta, ameaçando-os, que se vingará dos sacrifícios feitos a este ídolo, que eles adornaram com seus colares e pérolas. Em seguida, o Senhor declara a causa dessa desordem: a infidelidade de Israel, que o esqueceu.
Clemente de Alexandria, 2013, O Pedagogo, pág 221

O texto apontado por Clemente de Alexandria foi cunhado pelo profeta, que levantou como trombeta sua voz e disse: "Israel é uma vide estéril que dá fruto para si mesmo; conforme a abundância do seu fruto, multiplicou também os altares; conforme a bondade da sua terra, assim, fizeram boas as estátuas. O seu coração está dividido, por isso serão culpados; o Senhor demolirá os seus altares, e destruirá as suas estátuas" Oséias 10:1-2.

Por fim, encerraremos este capítulo com um acontecimento nefasto, assim como Deus puniu a apostasia de Israel apontada por Clemente, da mesma forma Ele puniu a Igreja Apostólica por conta de sua idolatria, encontramos nos escritos da lavra do Patrístico Gregório de Nissa, contemporâneo de um episódio catastrófico, que narrou a cruel perseguição desencadeada pela Imperador Décio contra a Igreja cristã, ele foi usado como instrumento de Deus para punir os Cristão, que havia se apostatado, com objetivo de purificar a igreja remissa contaminada pelos ídolos usando maquiagens, vaidades na barba, uso de perucas e desavenças entre os irmãos, e máxime, por se revoltar contra os pastores que repreendiam estes ídolos dentro da igreja. Este fato aconteceu precisamente nos primeiros dias do ano 250 D.C, foi uma das maiores perseguições suportadas pela igreja cristã, finalmente o diabo havia triunfado, baixando a norma moral dos crentes, afetando duramente a doutrina de Cristo, introduzindo na igreja vaidades na barba dos homens, pinturas nos olhos das mulheres e mexericos, intrigas e ódio contra os dirigentes que repreendiam os apostatados irmãos, com flagrante desrespeito e desprezo pelas autoridades constituídas da igreja. Diante dos fatos, não restou outra alternativa ao Deus Supremo, foi necessário acender o fogo da perseguição na tentativa gloriosa de purifica-los da corrupção e da idolatria que estavam submergidos. Coube esta inglória tarefa ao Bispo de Cartago, Gregório de Nissa, narrar com tristeza e lamento a espada de Deus desembainhada nas mãos do imperador romano, Décio, para assolar a comunidade cristã, ele assim descreveu:

O Todo-Poderoso desejou provar sua família, pois as bênçãos de uma paz prolongada haviam corrompido a divina disciplina que nos fora dada. A nossa fé adormecida e prostrada despertou, se posso falar assim, a ira celestial. O mundo inteiro achava-se absorto em interesses temporais, e os cristãos esqueceram-se das coisas gloriosas que eram feitas nos dias dos apóstolos. Em vez de fazer brilhar o seu exemplo, ardiam com o desejo da vã opulência deste mundo, e envidavam todos os esforços para aumentar sua riqueza. A piedade e a religião foram banidas da vida dos sacerdotes, e a fidelidade e a integridade não mais eram encontradas nos ministros do altar. A caridade e a disciplina da moral já não era visíveis em seus rebanhos. Os homens penteavam a barba, e as mulheres pintavam a face; até seus olhos eram tingidos, e seus cabelos, falsos. Para enganar os simples, usavam fraudes e sutilezas; e até os cristãos enganavam-se uns aos outros, havendo-se com desonestidade e astúcia. Casavam-se com incrédulos, e prostituíam os membros de Jesus Cristo, unindo-se aos pagãos. Em seu orgulho, zombavam dos pastores, feriam-se mutuamente com suas línguas envenenadas, e pareciam destruir-se com um ódio mortal. Menosprezavam a simplicidade e a humildade requeridas pela fé, e permitiam-se serem guiados pelos impulsos da vaidade. Desprezavam o mundo apenas de palavras. Não merecemos, então, os horrores da perseguição que rompeu sobre nós?
O’Reilly, A.J, 2005, Os mártires do Coliseu, pág 162-163

Com efeito, a Igreja Remanescente está a passar por situação semelhante, uso de batom, maquiagem, pintura nos olhos, vestidos curtos, cores berrantes, ornamentos, barbas danificadas, mangas arregaçadas, uso de joias, enfim, todos os ídolos exaustivamente apontados neste capítulo que permeou a igreja primitiva, estão de volta com força da natureza pecaminosas em nossa Igreja. O pior é a rebeldia dos crentes contaminados pela idolatria contra os Ministros, Pastores e dirigentes da Igreja quando são repreendidos, acham que podem desfrutar do uso de todos os ornamentos apontados como ídolos, postar fotos desnudas na internet e a direção da igreja tem que se curvar diante de seus desejos perniciosos. A Palavra de Deus diz: Clama em alta voz e não te detenhas anuncia ao meu povo o seu pecado e a casa de Israel a sua transgressão, exorta ensina e repreende com toda autoridade e doutrina, é exatamente isto que a direção da Igreja está compelida a fazer, mais vale seis convertidos na Igreja, que ame a Cristo e respeite a sua Doutrina, do que sessenta e seis alimentados pela natureza pecaminosa dilapidando a Sã Doutrina de Cristo, maculando a igreja causando escândalos.
Ademais, ainda tem uma classe de irmãos que são revoltados coma as exortações, repreensões e exclusão do crente da igreja por conta do uso dos enfeites, modas, pinturas, joias e demais ídolos, para eles são coisas de pouca monta, alegam que tem problemas mais sérios para serem resolvidos, portanto a direção da Igreja deveria se empenhar unicamente com os grandes problemas e não dar tamanha ênfase para essas coisas banais, sem importância. Se os adornos exteriores são deveras sem importância, porque as irmãs continuam usando? Porque desprezam as proibições da Palavra de Deus na defesa desses ídolos, já que não tem importância para elas? Porque trocar o amor de Cristo, se houver, por bijuterias? A irmã White desvenda o motivo de tamanho apego ao adorno exterior, falta do adorno interior, natureza divina a de Cristo:

Os pecadores acham-se entregues a um engano tremendo. Desprezam e rejeitam o Salvador. Não reconhecem o valor da Pérola que lhes é oferecido, e lançam-na fora, só voltando ao seu Salvador insulto e escárnio. Muitas mulheres cobrem-se de anéis e braceletes, julgando atrair admiração, mas recusa-se a aceitar a Pérola de alto preço, que lhe asseguraria santificação honra e riquezas eternas. Que vaidade possui o pensamento de muitos! Ficam mais encantados com ninharias terrenas, que brilham e cintilam, do que com a coroa de vida imortal, a qual é a recompensa divina da lealdade.
Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, vol 1, pág 400

Cabe encerrar este capítulo com as palavras de Clemente de Alexandria: Se trajes coloridos tivessem importância para Deus ele teria criado as ovelhas com pelos coloridos.




É LÍCITO USAR ALIANÇA DE CASAMENTO, GOLAS, LAÇOS E ENFEITES?

Eis o verdadeiro adorno de um cristão sincero e devoto, Jesus Cristo, o alimento de sua natureza divina em nosso coração é a grande riqueza e adorno do cristão, ela produz uma vida frugal. A Igreja Patrística se adornava do monasticismo, o que é monasticismo, qual o seu significado? Era o estilo de vida dos cristãos primitivos, eles se afastavam espiritualmente dos cuidados do mundo, para se dedicarem exclusivamente a Deus, alguns habitavam em cavernas no deserto, como João Batista, ou em lugares reservados em suas residências, como fez Jerônimo e Agostinho. Era praticado individualmente ou em comunidade, eles se adornavam estudando as Escrituras, orando por vasto lapso de tempo, meditavam e jejuavam com frequência. E não era só isso, Além da adoração, oração, estudo e serviço cristão, a vida monástica exigia o ascetismo, podemos classificar como um estágio mais avançado do adorno cristão, eram praticas de exercícios mental e espiritual, se alimentavam de Cristo, disciplinavam o corpo para anular os desejos carnais, como apetites sexuais, prazeres seculares, e honras mundanas, por isso, adotavam o celibato, não se casavam.

Um exemplo de antiga manifestação monástica praticada na igreja Apostólica é vislumbrada em I Timóteo 5, onde Paulo cunhou a vida das viúvas acima de 60 anos que viviam juntas, no verso 11, dedicadas exclusivamente à oração e às boas obras, verso 5. Rejeitando as viúvas jovens por não suportar o claustro, verso 11, razão pela qual o Apóstolo aconselha as jovens viúvas cristãs a se casarem e criarem seus filhos no Senhor, verso 14.

Diante do exposto, temos a plena convicção de inferir que o cristão que alimenta seu espírito da natureza divina de Cristo, que se dedica ao ascetismo, o seu coração não tem espaço para adornos externos, não tem prazer nos ídolos seculares, jamais encurtarão seus vestidos ou se adornarão com joias, anéis, maquiagens, pinturas, ou qualquer coisa que seja condenado pela Palavra de Deus. A resistência, rebeldia e insubmissão aos lídimos ensinos da Palavra de Deus, que tolhe o adorno exterior, são difíceis para muitos, ou até impossível de abandona-los, em função do alimento da natureza pecaminosa, falta de consagração e conversão, a franca rejeição da natureza divina de Cristo e da obediência à sua Palavra exclui tais irmãos do Plano de salvação, se tornando instrumento de escândalo para a igreja e o mundo, é por isso que não sentem vergonha de postar fotos desnudas na internet para o mundo vê, porque tem prazer na admiração e aplausos do mundo. Disse Jesus: onde está o teu tesouro, ai está o teu coração.

Por vezes, temos que admitir e atribuir aos pais a única e exclusiva culpa pela ruína de seus filhos. Quando os filhos são ainda infantes, os pais cristãos se envergonham de vesti-los com as roupas apropriadas, segundo as Escrituras, compram ou confeccionam roupas mundanas, quando o filho cresce não quer vestir as roupas símbolo da natureza divina de Cristo, os pais querem força-lo, não imaginam que foram eles quem cultivou a semente da rebeldia, o coração do jovem está infectado pelos prazeres seculares, os pais não o adornaram para Cristo, mas para o mundo. A irmã White adverte aos pais cristãos que desde cedo ensinem a modéstia a seus filhos, adornando-o para Cristo, como se vê:

Cedo pode (o pai) levá-los a compreender que Deus quer que os filhos sejam adornados, não com exterioridades artificiais, mas com a beleza do caráter, as graças da bondade e afeição, que farão seus corações exultarem de gozo e felicidade.
Ellen G. White, Lar Adventista, pág 223

No tocante a matéria de criar filhos para o Senhor, insta mencionar, que a vó de John Wesley concebeu 25 filhos, a vigésima quarta, chamava-se Susana, casou-se com Samuel Wesley, John Wesley era o décimo-quinto do rebento de 19 filhos gerados pelo casal. Vejam, com efeito, como Susana criou seus 19 filhos:

Susana Wesley acreditava que ‘aquele que poupa a vara, aborrece a seu filho’ (Prov. 13:24), e não consentia que seus filhos chorassem em voz alta. Assim, apesar de a casa estar repleta de crianças, nunca havia tempos tristonhos nem balbúrdia no lar. Um filho jamais ganhou coisa alguma chorando na casa de Susana Wesley
Boyer, Orlando, 2016, Heróis da Fé, pág 49-50

Os Pais que desprezarem este ensinamento, e forem condescendentes com os desejos pecaminosos de seus filhos, pagarão o preço de serem pesados na balança e achados em falta, com Deus e com seus filhos. Por isso, nenhum pai deve estimular o amor de seus filhos por adornos externos, conforme White escreveu:

Se fordes condescendentes com vossos filhos, satisfazendo os seus desejos egoístas; se neles animardes o amor do vestuário e desenvolverdes a vaidade e o orgulho, fareis uma obra que decepcionará a Jesus, que por sua redenção pagou infinito preço. Deseja ele que os filhos o sirvam com afeição indivisa.
Ellen G. White, , Mensagens Escolhidas, vol I, pág 319

Não podemos olvidar que o testemunho cristão é parte integrante da vida espiritual, que começa na infância, portanto qualquer aparência do mal que cause escândalo deve sofrer a devida reprimenda, quer seja na criança, jovem, adulto ou idoso.
Como já visto e estudado exaustivamente, no Velho e no Novo Testamento, passando pela Igreja Patrística, Pioneiros Adventistas e Igreja Remanescente, em todo esse percurso não encontramos nenhum espaço para adoração de ídolos, pelo contrário, vimos que o Senhor proíbe terminantemente o uso de ouro, joias, enfeites, enfim, qualquer adorno externo, basta atentar para a exortação do Apóstolo Pedro: "O enfeite deles não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de joias de ouro, na compostura de vestidos" I Pedro 3:3. Mas, a Natureza divina de Cristo, este é o verdadeiro adorno do cristão devoto. Contudo, alguns irmãos e irmãs alegam que as mulheres casadas podem usar aliança de ouro para provar o vínculo matrimonial tolhendo possíveis assédios por terceiros que desconhecem seu verdadeiro estado civil. Vale a indagação: O teu voto matrimonial está alicerçado em um pedaço de metal ou em Cristo? Se você responder em Cristo, pois então abandone o ídolo da aliança de metal e confia na aliança firmada com a aprovação de Cristo, se, todavia, responderes na aliança de metal, então, use o anel e abandone Cristo, não podemos servir a dois Senhores, ou você serve o Soberano do Universo ou baal. Qual vai escolher?
O irmão ou irmã que escolher usar aliança de casamento, em detrimento das Escrituras, segundo exortação do profeta Jeremias, esqueceu-se do seu Deus. "Acaso, se esqueceu a virgem dos seus adornos ou a noiva de seu cinto? Todavia, o meu povo se esqueceu de mim por dias sem conta" Jeremias 2:32. E por certo escolheu baal, portanto o Senhor diz: "Castigá-la-ei pelos dias dos Baalins, nos quais lhes queimou incenso, e se adornou com as suas arrecadas e com as suas joias, e andou atrás de seus amantes, mas de mim se esqueceu, diz o Senhor" Oséias 2:13. Quem sustenta seu casamento com vínculo em aliança de metal, com efeito, está unido pelo metal e não no enlace matrimonial de um espirito revestido com a natureza de Cristo, com arrimo no respeito, amizade e companheirismo. Satanás quer apenas abrir uma porta com o uso do anel de casamento para inundar a igreja com adornos externos, se a direção da igreja for flexível, e permitir o crente usar anel de casamento, uma porta está aberta, qual é a diferença do anel de casamento para qualquer outro tipo de joia? Nenhuma. A irmã White enfrentou a mesma situação em seus dias, e disse que o cristão não é infiel para necessitar de anel de ouro para comprovar sua fidelidade, acertadamente ela condenou o uso de anel de casamento apontando com um fermento perigoso, conforme podemos conferir em seus escritos:

Alguns se tem preocupado com o uso de alianças, achando que as esposas de nossos ministros se devem conformar com esse costume. Nós não precisamos usar este anel, pois não somos infiéis a nosso voto matrimonial, e o trazer a aliança não será prova de sermos fiéis. Sinto profundamente esse processo de fermentação que parece estar em andamento entre nós, na conformidade com o costume e a moda. Nenhum real deve ser gasto com esse aro de ouro para testificar que somos casados.
Ellen G. White, Testemunhos Seletos, Vol I, pág 601

Mais adiante, ela invoca os ensinamentos de Paulo, para justificar como inadequado, para o crente, usar qualquer tipo de joia, sinalizando o perigo de nos afastarmos dos lídimos ensinos da Bíblia. É um assim diz o Senhor:

O Apóstolo deu mui explicitas direções sobre esse ponto; quero pois que as mulheres que se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos preciosos, mas como convém a mulheres que fazem profissão de servir a Deus, com boas obras. (II Timóteo 2:8-10). Aqui o Senhor, por meio de seu apóstolo, fala expressamente contra o uso de ouro. Que os que tem tido experiência cuidem em não fazer com que outros se desviem nesse ponto por causa de seu exemplo. Aquele anel que vos cerca o dedo, talvez seja muito simples, mas é inútil, e seu uso exerce errônea influência sobre outros.
“Especialmente as esposas de nossos pastores devem ser cuidadosas em não se afastarem dos claros ensinos da Bíblia.
Ellen G. White, Testemunhos Seletos, Vol I, pág 593-594

De qualquer modo, não foi em vão que Deus favoreceu seu povo com preceitos, eles têm uma finalidade, proteger a igreja da corrupção e das modas do mundo, são barreiras protetivas para salvaguardar a igreja, fazendo distinção entre a igreja e o mundo. O Senhor conhece a natureza pecaminosa que possuímos, somos inclinados a segui-la, sabendo disse, Satanás ataca este precioso preceito moral maculando-o com modas e enfeites impudicos, tencionando afastar o povo de Deus da devida obediência, porque ele sabe da simbologia que representa o preceito do vestuário, a natureza divina de Cristo. Vale reiterar, que a Bíblia proíbe ostentação no vestuário, cores berrantes e abnegação no uso de joias ou qualquer coisas que chame a atenção para si e não para Cristo, como visto:

A Bíblia ensina modéstia no vestuário. Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto. I Tim. 2:9. Isso proíbe ostentação nos vestidos, cores berrantes, profusa ornamentação. Tudo que vise chamar a atenção para a pessoa, ou excitar admiração, está excluído do trajo moesto recomendado pela Palavra de Deus. A abnegação no vestir faz parte de nosso dever cristão. Trajar-se com simplicidade, e abster-se de ostentação de joias e ornamentos de toda espécie, está em harmonia com nossa fé.
Ellen G. White, Orientação da Criança, pág 423

Do ponto de vista espiritual, é louvável a atitude de algumas irmãs quando se preocupam em perguntar o que pode e o que não pode usar, em respeito e temor ao seu Criador, como visto, no tempo da irmã White o traje americano e o traje da reforma geraram muitas dúvidas e controvérsias, por conta disso as irmãs queriam saber com precisão que tipo de golas e fitas poderiam adotar em seus vestuários, sem sofrer o repúdio das Escrituras, por esta razão perguntaram para a irmã White, que respondeu:

Frequentemente me é feita a pergunta se eu creio ser errado usar simples golas de linho.
Minha resposta sempre tem sido: Não. Alguns tem dado extrema significação ao que escrevi acerca das golas, e tem firmado que é errado usar qualquer gola das descritas. Foram-me mostradas dispendiosas golas trabalhadas, e fitas e laços dispendiosos e desnecessários, que alguns observadors do sábado tem usado, e ainda usam por amor à demonstração e à moda. Ao mencionar as golas não desejava que se entendesse que nada que se assemelha a uma gola deva ser usado ao mencionar as fitas, que nenhuma fita deveria ser absolutamente usada.
Ellen G. White, Orientação da Criança, pág 422

O simples uso da golas não é errado, o que a Palavra proibe são os enfeites desnecessário que visam ofuscar ao Nosso Senhor Jesus Cristo, exibindo a crente que é aplaudida por seus enfeites, quero trazer um exemplo do perigo de exaltar a criatura em lugar do Criador, vale mencionar um fato ocorrido com um grande pregador do século XV, chamado de João Bunyan. Certa vez após um eloquente sermão pregado por ele, um ouvinte se aproximou e disse: você fez um belo sermão, ele respondeu:

Não precisa dizer-me isso, o diabo já cochichou a mesma coisa no meu ouvido antes de sair da tribuna.
Boyer, Orlando, 2016, Heróis da Fé, pág 34

O que ele quis transmitir com a sua resposta foi exatamente o que o diabo sempre faz, aguçar nossa vaidade, receber os louros pelo sermão, a beleza do enfeite do vestido, das joias que ornamentam corpo ou o traje, enfim, o diabo quer nos empolgar para alimentar o pensamento que nós somos capazes, não precisamos de Cristo, e isso é um erro fatal. Na mesma esteira são os lídimos ensinamentos da irmã White, que disse:

Deus é quem deve ser o objeto exclusivo de nossos pensamentos, e adoração; qualquer coisa tendente a desviar o espírito de seu culto solene e sagrado constitui uma ofensa a Ele. A exibição de enfeites, como laços, fitas e penachos, bem como ouro ou prata, é uma espécie de idolatria que não deve estar associado ao culto sagrado de Deus.
Ellen G. White, Orientação da Criança, pág 428

O cristão que consagra sua vida à Deus em incasável oração e amor aos Mandamentos divinos, nunca receberá os louvores do mundo, basta examinarmos as Esxrituras para comprovar que "Experientaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Dos quais o mundo não era digno, errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra" Hebreus 11:36;38. No dia em que o mundo, acolher ou aplaudir, o estilo de vida, o vestuário, o alimento, o cláustro e o amor aos Mandamentos dos fiés servos de Deus, podemos estar certos de que alguma coisa está errada.

Quanto às cores do vestuário cristão, Deus usou a pena do apóstolo Paulo para exortar "Abstende-vos de toda a aparência do mal. E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo" I Tessalonicenses 5:22-23. Clemente de Alexandria, via de bom tom o cristão usar roupas brancas, todavia, não sendo possível, que primassem por cores naturais simples, jamais cores berrantes, coloridas ou impregnadas de figuras, como os crentes de hoje costumam idolatrar. Na mesma esteira a irmã White recomenda:

Deve-se manifestar bom gosto quanto às cores. A esse respeito a uniformidade tanto é desejável como conveniente. Contudo, a tez pode ser tomada em consideração. Devem-se procurar cores discretas. Quando se usa material estampado, devem-se evitar desenhos grandes e berrantes, que demonstram vaidade e vão orgulho nos que os escolhem. O gosto extravagante de pôr cores diferentes é mau.
Ellen G. White, Orientação da Criança, pág 420
Material preto ou escuro é mais apropriado para o pastor no púlpito e causará melhor impressão nas pessoas do que seria causada pela combinação de duas ou três cores em seu traje.
Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, Vol 3, pág 250

Quando se ama deveras à Deus, não existe pesar no sacrifício, toda abstinência é louvável e feita com prazer, remover enfeites desnecessários, tufos, e modas dos vestuário é um dever, o uso do traje modesto está inerente ao crente, ele deixa os adornos porque seu coração é alimentado por Cristo, ele tem vergonha de usar adornos externos que não condiz com sua profissão de fé nem com a doutrina de Cristo, portanto:

Deus quer alguma coisa em retribuição desse grande sacrifício que por vós fez. Quer sejais cristãos, não meramente em nome mas também no vestuário e na conversação. Quer que fiqueis satisfeitos com o trajar-se modestamente, não com tufos e penas e enfeites desnecessários. Que vos torneis atrativos pela maneira que o céu possa aprovar. Decepcioná-lo-eis em sua expectativa, queridos jovens?
Ellen G. White, Mensagens aos Jovens, pág 346

A persistência em usar os mencionados ídolos é prova contundente de quem não ama a Deus, mais a si mesmo, satisfazendo a natureza pecaminosa e, deveras, está fechando a porta da salvação. E o maior pecado é fechar a porta para pessoas do mundo e de outras igrejas, com os escândalos promovidos, como podemos ganhar alguém, ou chama-lo para a verdadeira Igreja de Cristo, se nós mesmos nos envergonhamos da Sã Doutrina? Cabe à irmã White, nesta lamentável e esdrúxula situação, exortar os cristãos de mente débil e coração vaidoso:

Queridos jovens, vossa disposição para vestir-vos conforme a moda, usando, para satisfazer a vaidade, ouro e coisas artificiais, não recomenda aos outros a religião nem a verdade que professais. As pessoas discretas considerarão vosso desejo de vos enfeitardes como prova de possuís mente débil e coração vaidoso. O vestido simples e despretensioso será uma recomendação para minhas jovens irmãs.
Ellen G. White, Mensagens aos Jovens, pág 348

Acrescentando o reforço das palavras de Cristo, para aqueles que atenderem seus ensinamentos de não se envergonhar, mas glorificar o Pai: "Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus" Mateus 5:16. O preceito do vestuário está umbilicalmente ligado a natureza divina de Cristo e a moral, infelizmente a maneira sensual de vestir de nossas irmãs desperta as paixões da natureza pecaminosas de quem observa, ofendendo a Deus, a Cristo e a igreja. Razão pela qual, Ele repreende: "Não sejais motivo de escândalo, nem para os judeus, nem para os gentios, nem para a igreja de Deus" I Coríntios 10:32. O preceito do vestuário é um preceito também moral, quando Paulo diz: "Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestido preciosos, mas (como convém as mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras" I Timóteo 2:9-10. Paulo, está a falar, de pudor, é uma nítida referência às roupas decentes, advertências aliás, muito apropriada, contra as roupas curtas, justas, transparentes e decotadas que infelizmente alguns exibem na igreja de Deus, almejando admiração dos homens, fomentando o sensualismo e os desejos impudicos. O uso apropriado do vestuário na Igreja de Deus é único, tanto na Igreja como fora dela, cabe aos crentes se vestirem de maneira apropriada, é inconcebível aceitar uma forma de vestir na igreja e outra fora, contudo, quando o cristão tem a infeliz ideia de se apresentar na igreja, Escola Sabatina, Festas, Santa Ceia e cultos com roupas deformada, barba danificada, roupas em desalinho, enfeites e adornos é uma afronta ao Criador e seu Filho, a casa de Deus é deliberadamente profanada,

Que ninguém desonre a casa de Deus com enfeites ostensivos. Deus e os anjos estão ali presentes.
Ellen G. White, Testemunhos Seletos, Vol 2, pág 202

O amor ao vestuário, põe em perigo a moral cristã, mancha o símbolo da natureza divina de Cristo e encoraja o sensualismo infrene, despertando vis paixões, o Senhor vê do alto céu os corações infectados por tais malícias e usa a pena da irmã White exigindo da igreja a abstenção completa dessa enfermidade e assinala sua altiva reprovação:

O amor ao vestuário põe em perigo a moral e torna a mulher o oposto da senhora cristã, caracterizada pela modéstia e sobriedade. A roupa aparatosa, extravagante, encoraja muitas vezes o sensualismo no coração do que a usa, e desperta paixões inferiores no coração do observador. Deus vê que a ruína do caráter é frequentemente precedida pela condescendência com o orgulho e a vaidade no vestir.
Ellen G. White, Conselho sobre Saúde, pág 602

De fato, as irmãs ou irmãos, renitentes as advertências para tolher seus adornos, vaidades e sensualismo, devem ser chamados pela direção da Igreja. Se todavia, persistirem com suas modas e vaidades, negando a representação da natureza divina de Cristo, não poderão ser conservados na igreja como membros. Por fim, vale lembrar, que é dever da direção da igreja exigir de seus membros que se vistam de acordo com as regras determinadas por Deus. Caso contrário, devem deixar a igreja ou ser disciplinados, conforme o caso. Como podemos ver por estas palavras da irmã White:

Mas quando mostram que estão seguindo os costumes, modas e sentimentos do mundo, deve-se lidar fielmente com eles. Se não sentem a responsabilidade de mudar seu procedimento, não devem ser conservados como membros da igreja.
Ellen G. White, Testemunhos para Ministro, pág 128


Pastor: Walber Rodrigues Belo


scroll up