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Doutrina

A LEI NO NOVO TESTAMENTO


Cristo e a Lei

Pastores e teólogos admitem e advogam a esdruxula tese de que não precisamos obedecer a Lei de Deus, no entanto, entram em contradição quando pregam e ensinam seus sectários (seguidor de seita religiosa, adeptos), a honrar pai e mãe, a não idolatrar, não furtar, não adulterar, não chamar o nome de Deus em vão, não cobiçar etc. Porventura, não estão esses ensinamentos esculpidos na santa lei de Deus? Como podem afirmar que Cristo nos desobrigou da obediência à santa lei ao crava-la na cruz, se em seguida confirmam os termos da lei? Alegam que só necessitam da fé, não percebem o sofisma de Satanás com ingente interesse em anular a obediência a Lei de Deus, para neutralizar o sacrifício expiatório de Cristo, na mesma esteira, os escritos da irmã White ratificam:

A cruz do calvário condena para sempre a ideia que Satanás colocou diante do mundo cristão, a saber: que a morte de Cristo aboliu não somente o sistema típico de sacrifícios e cerimônias, mas também a imutável Lei de Deus, o fundamento de seu trono, a transcrição de seu caráter.
Por meio de todo artificio possível, Satanás tem procurado invalidar o sacrifício do Filho de Deus, tornar inútil sua expiação e sua missão um fracasso. Ele tem firmado que a morte de Cristo tornou desnecessária a obediência à lei e possibilitou que o pecador caísse nas boas graças de um Deus santo sem abandonar o seu pecado. Ele tem declarado que a norma do Velho Testamento foi rebaixada no evangelho e que os homens podem ir a Cristo, não para serem salvos de seus pecados, mas em seus pecados.
WHITE, 2003, Fé e Obras, pág. 79-80

Dos púlpitos modernos, ouvimos esta nefasta mensagem dirigida por Satanás através de seus agentes, exaltando apenas a fé, no entanto, o apóstolo Tiago nos relata que a fé sem as obras é morta. "Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salva-lo? Verificais que uma pessoa é justificada por obras e não por fé somente. Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta" Tiago 2:1;24;26. Não olvidando, que a fé é movida pelo amor que conduz a plena obediência a santa Lei de Deus. Os púlpitos hodiernos estão equivocados, ouvindo apenas a voz da serpente, alimentando seu rebanho com palha e feno, fortalecendo a natureza pecaminosa, segundo relatos da irmã White:

Dos púlpitos hodiernos são proferidas as palavras: Crede, tão somente! Tende fé em Cristo; nada tendes eu ver com a velha lei; tão somente confiai em Cristo. Quão diferente é isto das palavras do apóstolo, o qual declara que a fé sem obras é morta! Diz ele: Torna-vos, pois, praticantes da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. (Tiago 1:22). Precisamos ter aquela fé que opera pelo amor e purifica a alma. Muitos procuram substituir a retidão da vida por uma fé superficial, pensando obter deste modo a salvação.
WHITE, 2003, Fé e Obras, pág. 79

Os incautos asseveram veementemente que Jesus veio revogar a Lei, devemos fazer esta pergunta ao próprio Jesus, Senhor tu viestes revogar a Lei? Jesus respondeu. "Não penseis que vim revogar a Lei ou os profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um j ou um til jamais passará da lei, até que tudo se cumpra" Mateus 5:17-18. Embora Jesus tenha afirmado claramente que não veio revogar a lei, muitos pseudos estudiosos das Escrituras, contrariam os claros ensinos do Mestre afirmando que o fragmento “vim para cumprir,” significa para eles que Jesus veio por fim a Lei, mais uma vez vamos perguntar a Jesus qual o verdadeiro significado desse texto? Jesus responde? "Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura, não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua glória? E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras" Lucas 24:25-27. Na resposta de Cristo, ficou claro que ele não veio abolir a Lei, a expressão “vim cumprir,” significa, que ele veio cumprir tudo o que dele estava escrito, na Lei, nos Profetas e nos Salmos, se a expressão “vim cumprir,” significasse abolir a Lei, então, Jesus também estaria abolindo os Profetas e o livro de Salmos, observa-se que os discípulos abriram os olhos do entendimento, quando Jesus lhes explicou o que dele estava escrito, começando por Moisés, nos Profetas e nos Salmos, o que realmente estava escrito na Lei, nos Profetas e nos Salmos a seu respeito? "E lhes disse. Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecado a todas as nações, começando de Jerusalém" Lucas 24:46-47.

Louvado seja o Senhor, por essas maravilhosas explicações, por entender os frutos de seus ensinamentos, ainda estando com os discípulos ele explicou que a sua morte, a ressurreição e a remissão de pecadores foram escritas na Lei, nos Profetas e nos Salmos, a qual Ele viera cumprir. "A seguir, Jesus lhes disse: São estas as palavras que eu vos falei, estando ainda convosco: importa se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos. Então, lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras" Lucas 24:44-45. Ficou claro, que Jesus não veio abolir a Lei, mas, cumprir tudo o que dele estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos, conforme o Plano de Redenção. É imperioso frisar, que está escrito pelo Profeta Isaías que Cristo veio engrandecer a Lei e não abolir. "Foi do agrado do Senhor, por amor da sua própria justiça, engrandecer a Lei e fazê-la gloriosa" Isaías 42:21. Resta indagarmos, como Jesus engrandeceu a Lei? Na verdade, Cristo tornou a obediência da Lei espiritual, não por formalismo, mas pelo revestimento de sua natureza divina, o pecador penitente justificado pela fé é revestido com a natureza divina de Cristo, portanto, é capaz de obedecer a todos os mandamentos de Deus por amor, analisaremos alguns textos que comprovam o tema em comento, a saber, o aperfeiçoamento espiritual na obediência a santa Lei de Deus. Insta salientar, que a lei é a expressa manifestação da justiça de Deus, o pecador revestido da natureza pecaminosa é incapaz de amá-la, compreendê-la, muito menos de obedecê-la, por essa razão Jesus disse. "Buscai, pois, em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, e todas as coisas vos serão acrescentadas" Mateus 6:33. Waggoner, Ellet J, 2011, no livro Cristo e sua Justiça, alerta que a natureza divina de Cristo é o alvo a ser alcançado nesta vida, relatando nos seguintes termos:

A justiça de Deus, declara Jesus, é o objetivo a ser buscado nesta vida. Alimentação e vestuário são questões de menor monta em comparação com ela. Deus as suprirá no devido tempo, de modo que o cuidado e preocupação excessivos não precisam direcionar-se nesse rumo; mas assegurar que o reino de Deus e sua justiça sejam o único objetivo da vida.
Waggoner, Ellet J, 2011, Cristo e sua Justiça, pág. 33-34

A justiça de Cristo é o alvo a ser alcançado, porque sem esse revestimento é impossível ser reconciliado com Deus, amar e obedecer a sua lei. As coisas que serão acrescentadas ao buscarmos a justiça de Cristo, não se trata unicamente de bens materiais, alicerçado na famigerada doutrina da prosperidade. O revestimento da natureza divina de Cristo nos traz novo nascimento fundamentado em amor divino, zelo, obediência e os demais dons da cruz, as nossas necessidades serão supridas a seu tempo, agora passaremos a ser de Cristo, Ele habita em nosso coração nos emprestando sua justiça. "Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção" I Coríntios 1:30. Destarte, através de Cristo Deus nos disponibiliza sua justiça para obedecermos a lei, seguindo relatos de Waggoner 2011, Cristo e sua Justiça:

Cristo foi feito a nós justiça, bem como sabedoria, e uma vez que Cristo é a sabedoria de Deus e nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade, é evidente que a justiça que se está disponível é a de Deus.
Waggoner 2011, Cristo e sua Justiça, pág. 34

Cristo é a nossa justiça, no entanto a justiça de Deus também se manifesta em seus mandamentos. Deus é justo e com certeza seus mandamentos refletem a gloria de seu amor e juízo, portanto os que guardam sua lei, são aqueles cujo coração está cheio da justiça de Cristo, haja vista, que os mandamentos de Deus são justiça, segundo os ditos do salmista. "A minha língua celebre a tua lei, pois todos os teus mandamentos são justiça" Salmos 119:172.

Quando Cristo disse, “buscai em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça” Ele quis ensinar que a obtenção da natureza divina torna o homem capaz de entender a espiritualidade da lei, amá-la e obedece-la, torna o homem espiritual e com certeza, discípulo de Jesus porque está dotado com a mente de Cristo. ou seja, o verdadeiro discípulo é aquele que tem a mente de Cristo através do revestimento da sua justiça. "Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espirito de Deus, porque lhe são loucuras; e não pode entende-las, porque elas se discernem espiritualmente. Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém. Pois quem conhece a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo" I Coríntios 2:14. Nos escritos da lavra de Waggoner, Ellet J. 2011, Cristo e sua Justiça, ele relata:

O que aprendemos disso? Que aqueles que conhecem a justiça de Deus são as pessoas em cujo coração está a sua lei, e, portanto, que a lei de Deus é a justiça de Deus. Isso pode ser provado novamente, como segue: Toda injustiça é pecado. I João 5:17. Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei: porque o pecado é a transgressão da lei. I João 3:4. Pecado é transgressão da lei, e é também injustiça; portanto pecado e injustiça são idênticos. Mas se injustiça é transgressão da lei, justiça deve ser obediência à lei .
Waggoner, Ellet J. 2011, Cristo e sua Justiça, pág. 34

Não podemos olvidar, que o pecado original (natureza pecaminosa, auto satisfação), é que nos separa de Deus e nos faz transgredir sua lei e praticar atos de rebelião contra o Criador. Existe o pecado original (natureza pecaminosa) que nos torna rebeldes e transgressores da lei de Deus, praticando os frutos da carne. Somente a igreja de Deus revestida com a justiça de Cristo será capaz de guardar sua lei, praticando os frutos do Espirito. Ademais, é preciso sabermos de qual lei está falando as Escrituras? Certamente do Decálogo. "E, tendo acabado de falar com ele no monte Sinai, deu a Moisés as duas tábuas do Testemunho, tabuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus" Êxodo 31:18. Este é o entendimento do pioneiro Waggoner, Ellet J. 2011, Cristo e sua Justiça:

Agora, que lei tem sua obediência representando justiça, com a desobediência a ela significando pecado? Trata-se daquela lei que declara: Não cobiçarás, pois o apóstolo Paulo nos diz que esta lei o convenceu do pecado. Rom 7:7. A lei dos dez mandamentos, pois, é a medida da justiça de Deus. Sendo ela a lei de Deus e constituindo a justiça, a rebelião contra a lei de Deus é rebelião contra a justiça de Deus
Waggoner, Ellet J. 2011, Cristo e sua Justiça, pág. 35

Buscar a justiça de Cristo em primeiro lugar, capacita o homem a obedecer e entender a espiritualidade da lei, que transcende a literalidade da lei escrita em tábuas de pedra. Matar não significa unicamente cometer homicídio, muito menos adulterar, significa tão somente relações sexuais ilícitas literais. No Sermão do Monte, Cristo declarou. "Ouviste que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento Eu, porém, vos digo que todo aquele que [sem motivo] se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento, e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: tolo, estará sujeito ao inferno de fogo" Mateus 5:21-22. E novamente: Ouviste que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: Qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração já adulterou com ela”. I João 3:5 Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si. Segundo nos esclarece Waggoner, Ellet J. 2011, Cristo e sua Justiça, ele aduz:

Nisto Cristo não revelou uma nova verdade, mas somente trouxe à luz e desdobrou uma antiga. A lei tinha exatamente o mesmo caráter quando ele a proclamou no Sinai e quando a expunha sobre a montanha da Judéia. Quando, em tons que abalaram a terra, ele declarou: Não matarás, queria dizer: não abrigueis rancor no coração; não permitais a inveja, nem a contenda, nem qualquer coisa que seja remotamente relacionada com o assassinato. Tudo isso e muito mais está contido nas palavras: Não matarás. E isto era ensinado nas palavras inspiradas do Velho Testamento, pois Salomão demonstrou que a lei trata de coisas invisíveis, bem como de coisas visíveis, quando escreveu: De tudo o que tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más.
O argumento é este: O juízo repassa toda coisa secreta; a lei de Deus é o padrão no juízo determina a qualidade de cada ato, se bom ou mau; portanto, a lei de Deus proíbe o mal em pensamento, bem como em ação. Assim, a conclusão de toda a questão é de que os mandamentos de Deus contêm o dever de todo homem. (Eclesiastes 12:13-14)
Waggoner, Ellet J. 2011, Cristo e sua Justiça, pág. 36

É preciso analisar que a lei é espiritual, Jesus aperfeiçoou a lei e a engrandeceu, o pecado não estava só nas ações, mas, também nos pensamentos. Quando a lei nos fala não matarás está incluindo pensamentos e ações, assim, como no primeiro mandamento nos fala de não termos outros deuses adiante do Senhor, na verdade o que este mandamento quer dizer? "Não terás outros deuses diante de mim" Êxodo 20:3.

Concluímos, que Cristo engrandeceu a lei revelando a espiritualidade da lei através de sua justiça. Vejamos a contundente demonstração da grandeza e espiritualidade da lei no texto da lavra de Waggoner, Ellet J. 2011, Cristo e sua Justiça, que nos relata:

Tomemos o primeiro mandamento: Não terás outros deuses diante de Mim. O apóstolo nos fala sobre alguns cujo deus.... é o ventre. Filipenses 3:19. Mas a glutonaria e a intemperança são suicídio, e assim descobrimos que o primeiro mandamento perpassa o sexto. Isto, porém, não é tudo, pois ele também nos fala que a cobiça é idolatria. Col. 3:5. O décimo mandamento não pode ser violado sem violação do primeiro e do segundo. Em outras palavras, os dez mandamentos coincidem com o primeiro, e descobrimos que o Decálogo é um círculo tendo uma circunferência tão grande quanto o universo, e contendo em si o dever moral de cada criatura. Em resumo, é a medida da justiça de Deus, que habita a eternidade.
Waggoner, Ellet J. 2011, Cristo e sua Justiça, pág. 37

Notaram o maravilhoso esclarecimento, a lei é um círculo, um mandamento está ligado no outro, o primeiro mandamento diz para não termos outro deus diante do Senhor, no entanto, quando alguns fazem de seu ventre um deus, rejeitando o regime alimentar salutar oferecido por Deus, está alimentando a idolatria com o ídolo da glutonaria e intemperança que leva ao suicídio, com clara transgressão dos mandamentos, não ponha outro deus diante do Senhor, não cobice e não matarás. Por fim, o texto esclareceu que ao acalentar o deus ventre, com certeza cobiçarás os manjares deletérios, alimentando o ídolo da glutonaria e da intemperança que leva ao suicido (morte).

Ademais, Jesus cita os mandamentos da Lei e explica como obedecê-los. "Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento. Eu, porém, vos digo que todo aquele que sem motivo se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão, estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo" Mateus 5:21-22. Eis outro exemplo de como Jesus veio engrandecer, e não abolir a Lei, Matar alguém, transcende a literalidade, Ele disse, que não se mata alguém somente com armas, mas também com alimentação, com a língua, com insultos ou verberações, falsos testemunhos e pelo ódio. "Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si" I João 3:15. Depois de afirmar que não veio abolir a lei, ele cita outro mandamento da Lei. "Ouvistes o que foi dito: Não adulterarás" Mateus 5:27. Antes de Cristo engrandecer a Lei, os pecados, como por exemplo o adultério só seria concebido mediante apresentação de duas ou três testemunhas. "Uma só testemunha não se levantará contra alguém por qualquer iniquidade ou por qualquer pecado, seja qual for que cometer; pelo depoimento de duas ou três testemunhas, se estabelecerá o fato" Deuteronômio 19:15. Com o advento do Messias, ele refinou a Lei, citando mais um dos seus Mandamentos. "Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela" Mateus 5:27-28. Que exemplo maravilhoso da espiritualidade da lei, aqui Cristo deixa claro a necessidade da cobertura de sua natureza divina para superar as fraquezas da carne. O homem carnal, alimentado pela natureza pecaminosa não consegue se desvencilhar das tentações sensuais, no entanto, o homem espiritual, revestido pela natureza de Cristo, segue o exemplo de José, jamais pecarei contra o meu Deus.

No caso da mulher pecadora, Jesus gozou de excelente oportunidade par ensinar que a lei perdeu o vigor, que todos poderiam transgredi-la livremente, no entanto, ao ser apresentada a mulher encontrada em adultério. "Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar em pé no meio de todos, disseram a Jesus: Mestre esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. E, na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas, tu, pois, que dizes?" João 8:3-5. Jesus poderia ter dito que ela não fez nada errado, não havendo lei (dizem que Ele aboliu) não há transgressão, um ato só pode ser taxado de pecado se houver uma lei determinando que tal ato é ilícito ou pecado, no entanto Ele respondeu. "Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra. E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão" João 8:7-8. Observa-se, que Cristo continuou a escrever na areia os pecados (Transgressão da Lei) de cada acusador daquela mulher, logo que viram esculpidos na areia suas próprias transgressões da Lei, saíram um por um, então. "Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno, vai e não peques mais" João 8:10-11. Quando Jesus disse “vai e não peques mais,” Ele declara publicamente, vai e não transgrida mais a Lei, logo, como podem tentar iludir as pessoas ensinando que Cristo aboliu a Lei? Quando Ele está ensinando exatamente o contrário, vai e obedeça a Lei.

Jesus engrandeceu a Lei, e exigiu sua obediência como condição para herdar a vida eterna, foi o que ele respondeu ao jovem rico, quando indagado acerca da salvação. "Um homem se aproximou de Jesus e disse: Mestre, que boa ação deverei fazer para ter a vida eterna? Jesus lhe disse: Por que você me pergunta acerca do que e bom? Há somente um que é bom. Se você quer obter a vida eterna, obedeça os Mandamentos. O homem perguntou: Quais? E Jesus disse: Não mate, não adultere, não furte, não dê falso testemunho, honre seu pai e sua mãe e ame o seu próximo como a si mesmo. O jovem lhe disse: Tudo isso tenho guardado. O que me falta ainda? Jesus lhe disse: Se você for sério e quiser alcançar seu objetivo vá, venda seus bens e dê o dinheiro aos pobres, e terás riquezas no céu. Então venha e siga-me. Mas, quando o jovem ouviu isso, ele se afastou triste, porque era rico" Mateus 19:16-22. Vislumbra-se nos ensinos de Jesus, que para herdar a vida eterna é necessário guardar os Mandamentos, Ele elencou alguns dos mandamentos do decálogo, da Lei escrita com o dedo de Deus. Aquele jovem, não guardava os mandamentos que alegara obedecer, estava sustentado pelo esforço humano, justiça própria trapo de imundícia, estava firmado na obediência legalista da Lei, sem amor, a prova disso é que rejeitou o convite do Messias para segui-lo, necessitava da natureza divina, quando rejeitou á Cristo, recusou sua justiça que aperfeiçoaria o esforço humano, regando seu endurecido coração de amor e obediência aos Mandamentos do Senhor. Segundo relatos da irmã White:

Ele não havia absolutamente guardado os mandamentos. Devia ter aceito Jesus Cristo como Salvador e se apoderado de sua justiça. Então, tendo a justiça de Cristo, poderia guardar a lei de Deus. O jovem príncipe não podia pisotear essa lei. Precisava respeitá-la; precisava amá-la. Então Cristo combinaria o poder divino com os esforços humanos.
WHITE, Ellen G. 2003, Fé e Obras, pág. 62

Teólogos evangélicos se debruçam arduamente nos estudos das escrituras com escopo de garimpar provas que justifiquem a transgressão da lei, no entanto, Jesus ensinou que para herdar a vida eterna é necessário guardá-la, Jesus nunca pecou, então, podemos inferir que ele esteja acima da lei e não precise obedecê-la? Vamos indagar ao Mestre, se ele obedeceu aos sagrados Mandamentos, vejamos sua resposta. "Se guardardes os meus Mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como também eu tenho guardado os Mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço" João 15:10. "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele" João 14:21. Por inspiração divina, escritos da lavra da irmã White, nos assevera acerca da redenção de Cristo e a importância da lei. Aqueles que repudiam a lei de Deus, estão mostrando claramente que não tem natureza divina, muitos menos vínculo com Cristo, estão mortos, afogados por sua própria justiça, embora arrotando que estão cheios de fé sem obras, não terão forças para se afastar de seus pecados:

Jesus morreu para salvar o seu povo dos pecados deles, e redenção em Cristo significa cessar a transgressão da lei de Deus e estar livre de todo pecado; nenhum coração que é incitado pela inimizade contra a lei de Deus está em harmonia com Cristo, o qual sofreu no Calvário para vindicar e exaltar a lei diante do universo. Os que fazem ousadas pretensões de santidade demonstram com isso que eles não veem a si mesmos à luz da lei; não são iluminados espiritualmente e não sentem aversão a toda espécie de egoísmo e orgulho. De seus lábios manchados pelo pecado saem as expressões contraditórias: Sou santo, sou sem pecado. Jesus me ensina que se eu guardar a lei, cairei da graça. A lei é um jugo de servidão. Diz o Senhor: Bem aventurados aqueles que guardam os seus Mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possa entrar na cidade pelas portas (Apocalipse 22)
White, 2003, Fé e Obras, pág. 85

Os servos de Deus, especialmente os que acompanharam Cristo em sua obra na terra, obedeceram aos Mandamentos de Deus, mesmo depois da morte do Mestre, porque foi isso que ele ensinou, se queres herdar a vida eterna guarda os Mandamentos. "As mulheres que haviam acompanhado Jesus desde a Galileia, seguiram José e viram o sepulcro e como o corpo de Jesus fora colocado nele. Em seguida, foram para casa e prepararam perfumes e especiarias aromáticas. E descansaram no Sábado, em obediência ao Mandamento" Lucas 23:55-56.


A Lei na Igreja primitiva

O apóstolo Paulo nos relata que. "Sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam" Hebreus 11:6. No mundo cristão há muitos que alegam que tudo quanto é necessário para a salvação é ter fé; as obras não são nada; a única coisa essencial é a fé. Mas a palavra de Deus nos diz que a fé, se não tiver obras, por si só está morta. Muitos recusam obedecer aos Mandamentos de Deus; dão, porém, muita importância à fé. Mas a fé precisa ter um fundamento” (WHITE, 2003, Fé e Obras, pág. 41). Então, podemos afirmar que a fé é suficiente para nos conduzir a salvação? Somos salvos pela fé ou por Jesus? Devemos recorrer aos escritos do apóstolo Paulo, e descobrir se ele nos autoriza anular a Lei pela fé. "Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei" Romanos 3:31. Paulo nos responde que a lei não pode ser anulada, nem mesmo pela fé, logo, ela deve ser guardada, amada e obedecida. Estamos no tempo da graça, lavados no sangue do Cordeiro, então, podemos continuar pecando? Segundo escritos da lavra de Paulo. "Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?" Romanos 6:1-2.

Devemos então indagar o que é pecado? De acordo com as Escrituras, existe o pecado original, concebido por Satanás quando resolveu abandonar o amor de Deus, exaltando a si mesmo, satisfazendo a sua própria vontade em detrimento da vontade de Deus, fomentando a rebelião contra o Criador, Adão herdou essa natureza pecaminosa, da auto satisfação quando aceitou a oferta da serpente, ouvindo sua voz. Esse dito pecado original, concebe uma natureza propensa para o mal, que não se coaduna com os princípios divinos e incita rebelião contra Deus, resultando de acordo com o texto bíblico, na separação entre Deus e o homem. "As vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça" Isaías 59:2. Nos ditos do apóstolo João, resulta na outra forma do pecado, qual seja. "Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei, porque o pecado é a transgressão da lei" I João 3:4. Inferimos, de acordo com João, que pecado, nada mais é do que a transgressão da santa lei de Deus, com inevitável separação entre Deus e o pecador, alimentada pela natureza pecaminosa (pecado original). Logo, quem está em pecado, quem guarda a Lei ou quem a transgride? De acordo com os textos bíblicos apresentados, é quem transgride e com certeza não serão reconhecidos por Cristo como servos seus permanecendo separados dele no dia da sua vinda. "Então, lhes direi explicitamente; nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticam o que é contra a lei" Mateus 7:23. Dada sua importância, podemos questionar. Com efeito, o homem não pode de forma alguma ser justificado pelas obras da lei, não cabe a lei o condão da justificação, então, qual é a função da Lei? Mais uma vez recorreremos aos escritos de Paulo. "Visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado" Romanos 3:20. "O pecado já estava presente no mundo antes de a lei ser outorgada, mas o pecado não era contado desse modo enquanto não havia lei" Romanos 5:13. "Porque a lei traz punição. Mas onde não há lei, também não há violação" Romanos 4:15.

Ficou claro, que a função da lei não é salvar o pecador, mas, indicar o pleno conhecimento do pecado. Paulo nos ensina como a lei nos aponta o pecado e porque, o próprio apóstolo pergunta se é pecado obedecer a Lei. "Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: não cobiçará. Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda sorte do concupiscência; porque, sem lei, estava morto o pecado" Romanos 7:7-8. Nos escritos da lavra de E.J.Waggoner, Carta aos Romanos, Deduz-se no texto em comento, que poderia parecer estranho que o apóstolo Paulo citasse apenas esse mandamento (não cobiçará) ao expor como ficou convencido do pecado. A razão é clara: esse mandamento inclui todos os demais. Foi por essa razão que Paulo ensinou aos colossenses. "Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena (pecaminosa): prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a cobiça, que é idolatria; por estas coisas é que vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência" Colossenses 3:5-6. No mandamento não cobiçarás inclui a idolatria. Desse modo, a lei termina da mesma forma que começa. Porque eu não conheceria a concupiscência __ o desejo ilícito __ se a lei não dissesse: não cobiçarás. À vista disso, a concupiscência é o princípio de todo o pecado, porque ela tendo concebido, dá à luz ao pecado (Tiago 1:15). E o pecado é a transgressão da lei que gera a morte. No entanto, o décimo mandamento é aquele que proíbe a concupiscência ou desejo ilícito. Consequentemente, se esse mandamento for guardado perfeitamente, os outros também o serão. Se não, então nenhum outro mandamento da lei é observado. Vemos pois que, ao citar o décimo mandamento como aquele que o convenceu do pecado, o apóstolo inclui de fato toda a lei.

Destarte, Paulo ensina que não é pecado obedecer à lei, e a Escritura confirma que é um dever. "De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus Mandamentos; porque isto é o dever de todo homem" Eclesiastes 12:13. Desde que a obediência não seja motivada por legalismo, pela justiça própria, mas, pela natureza divina que nos compele guardá-la por amor, o ínclito apóstolo nos dá exemplo de obediência da lei do decálogo por amor. "A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei. Pois isto: Não adulterarás, não matarás, e, se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: amarás o teu próximo como a ti mesmo. O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor" Romanos 13:8-10. Auferimos dos ensinos expostos, que a obediência aos citados mandamentos e outros que estão esculpidos na lei dos Dez Mandamentos, que se referem ao próximo, devem ser obedecidos, como prova de que o amamos, não só por palavras (fé), mas por ação (obras), ou seja, provamos que amamos ao próximo, quando obedecemos aos mandamentos, quem honra pai e mãe, não adultera, não mata, não furta, não cobiça, não diz falso testemunho, está amando ao próximo. Ademais, não podemos esquecer que a função primordial da lei é nos mostrar o que é pecado. Quando infringimos um dos citados mandamentos, estamos pecando, quem diz isso é a Lei, que nos mostra o pecado. Então para quem é a Lei? "Sabemos que a Lei é boa, se alguém a usa de maneira adequada. Também sabemos que ela não é feita para o justo, mas para os transgressores e insubordinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreverentes, para os que matam pai e mãe, para os homicidas, para os que praticam imoralidade sexual e os homossexuais, para os sequestradores, para os mentirosos e os que juram falsamente, e para todo aquele que se opõe à sã doutrina" I Timóteo 1:8-11.

Estão debaixo da Lei aqueles que a transgridem, e os opositores da doutrina apostólica implantada por Cristo na igreja primitiva, porque estão pecando, a lei foi feita para os injustos, haja vista, que o justo, coberto pela natureza divina de Cristo, obedece à doutrina dos apóstolos ou sã doutrina."E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir o pão e nas orações" Atos 2:42. E a santa lei de Deus por amor, então, estão sobre a Lei. Observe que Cristo nasceu de mulher, sob a lei, isso significa que recebeu natureza pecaminosa ao nascer de mulher, no entanto não pecou, não potencializou essa natureza, para redimir os que estavam debaixo da lei, nutridos pela natureza pecaminosa, transgredindo a lei, nos provando que é possível obedecer toda a lei se formos alimentados por sua justiça. "Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos. Porque aquele que diz: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás. Se tu pois, não cometeres adultério, mas matares, estás feito, transgressor da lei" Tiago 2:10-11. Embora os apostolo Tiago ensine a importância de guardar toda a lei, citando dois mandamentos do Decálogo, chamando de transgressor quem não guarda, línguas viperinas enganam os corações dos simples, alegando que ninguém é capaz de guardar toda a lei, porque somos fracos, no entanto, se estivermos ligados a videira, é prova que recebemos a natureza divina de Cristo, que Ele nos adotou e capacitou a obedecer toda a lei por amor, e com certeza nos reconciliou com o Criador. "Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu filho, nascido de mulher, nascido sob a lei. Para redimir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos" Gálatas 4:4-5. Aos redimidos por Cristo, não mais estarão debaixo da lei, porque serão nova criatura, receberam a justiça de Cristo (sua natureza divina), que os habilita a não cometerem atos pecaminosos por ser incompatível com a cobertura da natureza divina que os alimenta e direciona seus passos a semelhança das pisadas do Mestre, que disse. "Se me amais, guardareis os meus mandamentos" João 14:15. "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele" João 14:21. Na mesma esteira do seu Mestre, nos escreve o apóstolo João advertindo que o amor de Deus se revela na guarda de seus mandamentos, que não são pesados para seus filhos que possuem a natureza divina de Jesus. "E nisto sabemos que o conhecemos; se guardarmos os seus mandamentos aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está à verdade" I João 2:3-4. "Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados" I João 5:3.

De acordo com as Escrituras, a verdade está com a igreja que guarda os Mandamentos de Deus por amor, com alegria e zelo. Os que alegam amar a Deus, no entanto não guardam sua lei, negam com suas obras, são filhos mentirosos que não andam nos retos caminhos do Senhor, rejeitam a verdade, pregam a mentira. "Porque povo rebelde é este, filhos mentirosos, filhos que não querem ouvir a lei do Senhor" Isaías 30:9. Ensinam a transgressão da lei de Deus, estimulando os homens a permanecerem em seus pecados, embora filiados em denominações religiosas. "No tocante a Deus, professam conhece-lo; entretanto, o negam por suas obras; é por isso que são abomináveis, desobedientes e reprovados pra toda a boa obra" Tito 1:16. "É preciso fazê-los calar, porque andam pervertendo casas inteiras, ensinando o que não devem, por torpe ganância" Tito 1:11. Ai daqueles que assim procedem. O Senhor os chama de filhos rebeldes que elaboram plano divorciado da sua doutrina, para acrescentar pecado sobre pecado em suas igrejas. "Ai dos filhos rebeldes, diz o Senhor, que executam planos que não procedem de mim e fazem aliança sem a minha aprovação, para acrescentarem pecado sobre pecado" Isaías 30:1.

Contrariando está clara ordem de Cristo, ratificado por João, cristãos evangélicos alegam que não guardam os Mandamentos, porque a Lei foi um pacto firmado unicamente entre Deus e os filhos de Israel, como era um pacto bilateral, só teria validade com aceitação e o cumprimento de ambas as partes. E fundamentam com os textos abaixo elencados. "Chega-te tu, e ouve o que disser o Senhor nosso Deus; e tu nos dirás tudo o que te disser o Senhor nosso Deus, e o ouviremos, e o cumpriremos" Deuteronômio 5:27. "Antes por amor deles me lembrarei da aliança com os seus antepassados, que tirei da terra do Egito perante os olhos dos gentios, para lhes ser por Deus. Eu sou o Senhor. Estes são os estatutos, e os juízos, e as leis que deu o Senhor ente ti e os filhos de Israel, no monte Sinai, pela mão de Moisés" Levítico 26:45-46. Argumentam os evangélicos que a lei perdeu vigor porque era um pacto bilateral com Israel. No entanto, o dizimo também foi um pacto bilateral com Israel, está incluso na lei cerimonial, ou lei de Moisés, não podemos ignorar, que a doutrina da prosperidade exige fiel devolução dos dízimos e ofertas para receber a contrapartida de Deus, as bênçãos temporais, embora só os pastores são beneficiados, no entanto, os evangélicos que utilizam o argumento da não obediência a Lei por ser bilateral, não deixam de ensinar e exigir dos fiéis a devolução dos dízimos que está na Lei de Moisés e também é pacto bilateral. "E isto afirmo; aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará" II Coríntios 9:6. Observa-se a contrapartida, aquele que semeia pouco, também receberá pouco do Senhor, então existe a contrapartida ou bilateralidade. E segundo o apóstolo Paulo, a devolução deve ser de coração. "Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria" II Coríntios 9:7.

É imperioso destacar, que a lei do dízimo foi instituída antes do Sinai, quando Abraão devolveu seu dízimo para Melquisedeque, sacerdote do Deus Altíssimo. "Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; era sacerdote do Deus Altíssimo; e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus adversários nas tuas mãos. E de tudo lhe deu Abrão o dízimo" Gênesis 14:18-20. Observa-se, que o dízimo também foi incorporado codificado e aperfeiçoado no Pentateuco, por Moisés, no entanto, ele não foi cravado na cruz, porque tanto o sistema de Dízimo como a Lei e o Sábado foram instituídos antes de Moisés, não são sombras ou tipo, a finalidade do dízimo é o sustento do ministério tanto no Velho como no Novo Testamento, assim como a finalidade da Lei ainda é mostrar o pecado, para que o pecador penitente não viole a santa lei de Deus.

Unicamente o homem espiritual entende as coisas do espirito, está nutrido pela natureza divina. O homem carnal, não consegue entender porque alimenta a justiça própria, a auto satisfação, o egoísmo, a ganância, a avareza, frutos da natureza pecaminosa, Paulo dizia."Porque sei que não existe nada de bom alojado em mim __ isto é, na minha velha natureza. Posso desejar o que é bom, mas não sou capaz de fazê-lo! Porque não faço o bem que desejo; em vez disso, o mal que eu não desejo é o que faço" Romanos 7:18-19. As duas naturezas digladiavam no coração de Paulo, todo seu amor, dedicação e obediência vinha da natureza divina que Cristo lhe pôs como cobertura, com essa natureza que ele chama, “segundo o homem interior”, ele tinha prazer em obedecer à lei de Deus. "Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de meu Deus" Romanos 7:22. Paulo exalta a espiritualidade da lei, ele reconhece sua natureza pecaminosa, que sem Cristo é impossível fazer o bem que desejamos. "Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado. Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto" Romanos 7:14-15. "E, se faço o que não desejo, estou de acordo com a lei, que é boa" Romanos 7:16. Neste último texto ficou claro que Paulo sempre andava de acordo com a lei, embora, era acusado por fariseus do passado e do presente, de ensinar ao povo que não deveriam mais guardar a lei. "Este é o homem que ensina a todos em toda parte contra o nosso povo, contra a nossa lei e contra este lugar. Além disso, ele fez entrar gregos no templo e profanou este santo lugar" Atos 21:28. O próprio apóstolo vai responder esta grave acusação. "Confesso-te, porém, que adoro o Deus dos nossos antepassados como seguidor do caminho, a que chamam seita. Creio em tudo o que concorda com a Lei e no que está escrito nos profetas" Atos 24:14. Dotado de natureza divina e conhecedor do Plano de Redenção, Paulo sabia que era a Lei de Deus a base do julgamento divino do juízo de investigação. "Todo aquele que pecar sem a Lei, sem a Lei também perecerá, e todo aquele que pecar sob a Lei, pela Lei será julgado" Romanos 2:12.

"Assim falai, e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade" Tiago 2:12. Outrossim, sabemos que seremos julgados de acordo com a Lei, destarte, vamos atentar para este sábio conselho do apóstolo Tiago. "Aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar" Tiago 1:25. A palavra inspirada nos relata e adverte, que somente os que atentam e obedecem a lei de Deus, seguindo os conselhos do apóstolo Paulo. "Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra" Efésios 6:1-3. Entrarão na cidade santa, gozarão da vida eterna e terão direito de comer dos frutos da árvore da vida. "Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas" Apocalipse 22:14. Por isso, Satanás está irado contra os remanescentes, o resto da igreja primitiva, a igreja de Deus dos últimos dias, que amam a Deus, sua doutrina e guardam seus mandamentos. "O dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra aos remanescentes da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e tem o testemunho de Jesus Cristo" Apocalipse 12:17. "Aqui está a paciência dos santos, aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus" Apocalipse 14:12. Nos dois últimos textos elencados, o Senhor através de sua palavra, associa a guarda dos seus mandamentos com a fé de Jesus o Messias, somente estes entrarão na cidade santa e comerão dos frutos da árvore da vida. Enquanto os remissos, transgressores da Lei, os que se opõem a doutrina de Cristo desviando os incautos da verdade para que morram em suas transgressões, ficaram de fora da cidade, não terão direito de participar dos frutos da árvore da vida. "Do lado de fora estão os homossexuais, os que usam drogas alucinógenas para entrar em sintonia com o oculto, os sexualmente imorais, os assassinos, os adoradores de ídolos e todo aquele que ama e pratica a falsidade" Apocalipse 14:23.




Pastor: Walber Rodrigues Belo

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