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Doutrina



TEXTOS CONTROVERTIDOS


O primeiro texto controvertido - Romanos 10:2-4

O próprio Cristo chamou a atenção para o cumprimento profético esculpido no livro de Isaías, que nos últimos dias, os religiosos o honrariam apenas com os lábios, enquanto os corações dominados pela natureza pecaminosa, amantes dos prazeres, estariam longe da verdade. E o mais grave, não poupariam esforços para ensinar a mentira, mandamentos de homens, suplantando a verdade, que seria impopular e um entrave para satisfazer os desejos pecaminosos dos corações regados pela avareza."Hipócritas, bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honram com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens" Mateus 15:7-9. Paulo, outrossim, advertiu que depois de sua morte, lobos devoradores não poupariam o rebanho, desviariam as almas dos retos caminhos do Senhor, para encher suas denominações religiosas, oferecendo palha e feno como alimento (prazeres e entretenimento, disfarçados de religiosidade. "Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes, que não pouparão o rebanho. E, que dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles" Atos 20:29-30. É imperioso enaltecer, que o propósito desses pastores arrivistas ou lobos devoradores, não é preparar almas para Cristo, mas destruírem as almas em busca de lucros, através da famigerada doutrina da prosperidade. "Os seus príncipes no meio dela são como lobos que arrebatam a presa para derramarem o sangue, para destruírem as almas e ganharem lucro desonesto" Ezequiel 22:27.

Os lobos devoradores estão infiltrados mesmo na igreja de Deus, no entanto, eles não permanecerão nela, hão de se manifestar com doutrinas satânicas, são inimigos da doutrina de Cristo, não são dos nossos."Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivesse sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos" I João 2:19. Estão focados apenas em coisas terrenas, ganhos, lucros, dízimos e ofertas, são inimigos de Cristo. "Pois muitos andam entre nós, dos quais, repetidas vezes, eu vos dizia e, agora, vos digo, até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo. O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas" Filipenses 3:18-19. São mestres em torcer as Escrituras, mudando a verdade em mentira, enganando os corações dos simples, honram mais a criatura (Papa) do que o Criador (Deus), por exemplo, quando veneram o domingo e negam a guarda do dia do Senhor o santo Sábado. "Pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente" Romanos 1:25. No entanto, estes guias enganadores não ficarão impunes, sem suas recompensas, muito menos os membros que são devorados por eles, por rejeitarem toda luz que emana da cruz, quando recusam obedecer aos mandamentos do Senhor. "Porque os guias deste povo são enganadores, e os que por eles são dirigidos são devorados" Isaías 9:16. Observa-se, que estes falsos guias, insistem no ensino contra a guarda da lei de Deus, desviando o povo do caminho, fazendo-os tropeçar, por isso receberão a visitação do Senhor. "Mas vós, homens __ vós pacto de Levi, disse Jeová dos exércitos. E também eu, da minha parte, certamente farei que sejais desprezados e rebaixados para todo o povo, porquanto não guardastes meus caminhos, mostrastes parcialidade na aplicação da lei" Malaquias 2:8-9. Embora se intitulem povo de Deus, arautos da fé, lavados no sangue do Cordeiro, às sagradas Escrituras os chamam de povo rebelde, que não querem nem deixam os membros obedecer a Lei do Senhor. "Porque povo rebelde é este, filhos mentirosos, filhos que não querem ouvir a lei do Senhor" Isaías 30:9. Tecem planos divorciados dos ensinos da doutrina que uma vez por todas foi dada aos santos (Judas 3). Se rebelando contra o Senhor, para estimular os pecados em suas denominações. "Ai dos filhos rebeldes, diz o Senhor, que executam planos que não procedem de mim e fazem aliança sem a minha aprovação, para acrescentarem pecado sobre pecado" Isaías 30:1.

Não podemos negar que existem textos das Escrituras difíceis de entender, máxime, para aqueles que conservam o coração pervertido, rebeldes contra a doutrina apostólica e a lei de Deus, torcendo as Escrituras e ensinando seus adeptos a transgredir a lei de Deus para sua própria perdição. "Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição. Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejas juntamente arrebatados, e descaiais de vossa firmeza" II Pedro 3:16-17. Este texto é uma advertência para a igreja de Deus, tem por objetivo, preservar os crentes protegidos dos enganos de Satanás através de seus agentes revestidos de religiosidade. Existem alguns textos nas Escrituras referentes à Lei, a qual os agentes do inimigo torcem, alegando que Cristo cravou na cruz a Lei escrita por seu Pai. Todavia, Paulo disse que acreditava nos escritos dos profetas e guardava a santa lei de Deus. "Confesso-te que, segundo o Caminho, a que chamam seita, assim eu sirvo ao Deus de nossos pais, acreditando em todas as coisas que estejam de acordo com a lei e nos escritos dos profetas" Atos 24:14.

Esta verdade foi consolidada por Paulo, que tanto guardava como ensinava os membros da igreja apostólica a amarem e obedecerem a santa lei de Deus. Sabendo disto, o diabo faz de tudo para perverter está verdade. Vamos analisar o primeiro ponto controvertido que dormita em (Romanos 10:4), onde os evangélicos alegam que Cristo cravou a lei na cruz, porque está escrito que o fim da Lei é Cristo. "Porque lhes dou testemunho de que eles têm zelo por Deus, porém não com conhecimento. Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus. Porque o fim da Lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê" Romanos 10:2-4. No primeiro momento, observa-se que isolam o texto “o fim da lei é Cristo” para adulterar o contexto. Analisando o texto no seu legítimo contexto. Vislumbra-se, Paulo asseverando que os judeus têm zelo por Deus e sua lei, no entanto, sem entendimento é um zelo cego, sem a verdade do Messias, desconhecendo a justiça de Deus, que é a natureza divina de Cristo reinando soberana em seus corações e habilitando-os a obedecer à lei, trilharam o caminho do legalismo, estabeleceram sua própria justiça, que é trapo de imundícia, tentaram o impossível, guardar a lei revestidos de natureza pecaminosa, por seu esforço humano, sem Cristo. O resultado foi à rejeição do Messias, o povo pereceu por falta desse conhecimento. "Meu povo foi destruído por falta de conhecimento. Uma vez que vocês rejeitaram o conhecimento, eu também os rejeito como meus sacerdotes; uma vez que vocês ignoraram a lei do seu Deus, eu também ignorarei seus filhos" Oséias 4:6.

Após Paulo relatar que os judeus tem zelo sem entendimento e que desconhecem a justiça de Deus, ele então, afirma que o fim da lei é Cristo, para os evangélicos o fim da lei é Cristo, significa que Cristo pôs fim a lei, cravando-a na cruz, permitindo que os homens matem, roubem, adulterem, adorem ídolos, cobice etc. No entanto, vamos entender o significado da palavra “fim da lei” nesse contexto. A palavra “fim” no aludido texto vem do grego “telos” e significa alvo, objetivo. Portanto a correta tradução do texto de Romanos 10:4, assim reza. "É, porventura, a lei contrária às promessas de Deus? De modo nenhum! Porque, se fosse promulgada uma lei que pudesse dar vida, a justiça, na verdade, seria procedente da lei" Gálatas 3:21. A finalidade da Lei não é nos justificar, mas, nos aproximar de Cristo para que ele nos justifique, nos dê sua justiça. A forma que a lei nos aproxima de Cristo é nos mostrando o pecado para evitá-lo, assim sendo, Cristo nos reveste com sua justiça (natureza divina), nos habilitando a obedece-la por amor e nos reconciliando com Deus.

Os judeus pereceram porque não perceberam que o fim do ministério de Moisés, ou fim da lei, com seus tipos e sombras era Cristo. Sem Cristo era impossível obedecer a Lei, sem a justiça de Cristo (sua natureza divina) temperando, aperfeiçoando o esforço humano, resta apenas um zelo sem entendimento, o coração continuaria vazio de justiça e de amor, portanto incapaz de obedecer à lei que é. "Santa; e o mandamento, santo, justo e bom" Romanos 7:12. Eis a impossibilidade de guardar a lei que é santa, justa, e exige justiça do homem para respeitá-la, amá-la e obedecê-la. Como nós, os herdeiros de Adão perdemos a justiça no evento do pecado, precisamos da justiça de Cristo emprestada para amar e obedecer à lei, por isso Cristo é o alvo, objetivo ou fim da lei, para suprir a falta de justiça que nos habilita a guardar a lei, ou seja, o homem só pode guardar a lei com auxílio de Cristo. Segundo o apóstolo Paulo, os judeus estavam cobertos com um véu que impedia reconhecerem sua dependência do Messias, somente Cristo pode retirar o véu do coração, quando é aceito pela fé, nos transformando em sua imagem, recebendo sua natureza. "Mas até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles. Quando, porém, algum deles se converte ao Senhor, o véu lhe é retirado. E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito" II Coríntios 3:15-16;18.

Os judeus rejeitaram este conhecimento, o véu não pode ser removido, então, eles tentaram obedecer a Deus e sua Lei pala auto justificação, tentaram se santificar e obedecer aos mandamentos de Deus alicerçados em seu comportamento, por sua própria justiça, por esforço humano, que é fadado ao fracasso. Na mesma esteira nos relata a irmã White:

Os judeus por seus pecados, estavam-se separando de Deus. Eram incapazes de discernir o profundo significado espiritual do seu serviço simbólico. Em sua justiça própria confiavam em suas próprias obras, nos sacrifícios e ordenanças em si, em vez de descansar nos méritos d’Aquele a quem todas essas coisas apontavam. Assim, procurando estabelecer a sua própria justiça (Rom 10:3), edificaram-se sobre um formalismo auto suficiente. Faltando-lhes o Espírito e a graça de Deus, procuraram ressarcir a falta mediante rigorosa observância das cerimônias e ritos religiosos. Não contentes com as ordenanças que o próprio Deus havia designado, obstruíram os mandamentos divinos com incontáveis exações por si mesmos urdidas. Quanto mais se distanciavam de Deus, mais rigorosos eram na observância dessas formas.
Com todas essas minuciosas e opressoras exigências, tornou-se uma impossibilidade prática para o povo a guarda da lei. Os grandes princípios de justiça expostos no decálogo, e as gloriosas verdades delineadas no serviço simbólico, foram igualmente obscurecidas, sepultadas sob uma massa de tradições e preceitos humanos.
Patriarcas e Profetas, pág. 671

Os hebreus perverteram o objetivo da lei, afogando-se no formalismo, na verdade, a lei serviu de tutor aos judeus, para conduzi-los à Cristo para receberem sua justiça e serem declarados justos com base na fé no Messias, tomando sua justiça que os capacitaria a amar reconhece-lo como Messias e obedecer à lei, essa era a confiança (fé) que seria revelada. "Antes que viesse o tempo dessa fidelidade decorrente da confiança (fé), estávamos aprisionados, em sujeição ao sistema resultante da perversão da lei em legalismo, mantidos sob guarda até que a vindoura fidelidade decorrente da confiança (fé) fosse revelada. Assim, a Lei foi o nosso tutor até a vinda do Messias, para que pudéssemos ser declarados justos com base na confiança (fé) e na fidelidade" Gálatas 3:23-24. A lei foi comparada como tutor ou aio, significando, que é comparada à direção e à disciplina de um pedagogo, ou seja, a Lei não somente aponta o pecado, e a condenação, mas apresenta a solução, o caminho da salvação, que é a imputação da natureza divina de Cristo no pecador penitente, porque esta justiça a qual Adão foi dotado, se perdeu quando ele pecou, só assim o homem pode ser reconciliado com Deus. Nos ditos de JONES, T. Alonzo:

Mediante sua morte, pagou a penalidade de todos os pecados cometidos, podendo assim atribuir sua justiça a todos aqueles que escolham recebe-la. E por haver condenado o pecado na carne, abolindo em sua carne a inimizade, nos livra do poder da lei da herança; e pode assim, na justiça, comunicar seu poder e natureza divina a fim de elevar-nos sobre essa lei, mantendo por cima dela toda alma que o receba.
JONES, T. Alonzo, Caminho Consagrado a Perfeição Cristã, pág. 33

Somente quem tem a justiça de Cristo, tem parte com ele e obedece à lei porque sua natureza foi imputada, restaurando o homem, portanto, não atende mais os desejos da velha natureza, segundo os ensinos de Paulo."Portanto, não há mais nenhuma condenação esperando por aqueles que estão em união com o Messias Jesus. Por quê? Porque a lei do Espírito, que produz vida em união com o Messias Jesus, me libertou da lei do pecado e da morte. Pois aquilo que a lei não poderia fazer por si mesma, por lhe faltar poder para fazer a velha natureza cooperar, Deus o fez ao enviar o próprio filho como ser humano com a natureza semelhante à nossa. Ele o fez com objetivo de lidar com o pecado e, ao fazê-lo, executou a punição contra o pecado na natureza humana para que a justa exigência da lei fosse plenamente cumprida em nós, que não vivemos mais de acordo com os desejos de nossa velha natureza, mas segundo o que o espírito deseja. Pois quem se identifica com a velha natureza mantém a mente voltada para as coisas relativas a ela; mas quem se identifica com o Espirito tem a mente voltada para as coisas do Espirito. Ter a mente controlada pela antiga natureza é morte; ter, porém, a mente controlada pelo Espírito é vida e paz. Porque a mente controlada pela velha natureza é hostil em relação a Deus, por não se submeter à lei de Des __ de fato, ela não o pode fazer. Desse modo, quem se identifica com a antiga natureza é incapaz de agradar a Deus. Entretanto, vocês não se identificam com a antiga natureza, mas com o Espírito __ se o Espírito de Deus vive em vocês, porque quem não tem o Espírito do Messias não pertence a ele" Romanos 8:1-9. Ficou claro, que a finalidade da lei, ou fim da lei é Cristo imputando sua justiça, capacitando o pecador a aceita-lo pela fé e obedecer à lei, pois, quem não tem o Espírito (justiça, ou natureza divina) de Cristo, não pertence a Ele, porque a natureza pecaminosa (pecado original é abominável para Deus.

No texto em comento, Paulo está simplesmente ensinando a seus compatriotas, que eles falharam ao tentar conseguir a santificação e a salvação pelas obras, conforme nos relata o profeta: Israel é uma videira estéril; dá fruto por si mesmo (Oséias 10:1). Israel obedeceu à lei, porém não pela fé, por isso não receberam a justiça do Messias que seria o antidoto para o formalismo. Nos relatos de White, O Maior Discurso de Cristo, pág. 55. “Os judeus não podiam atingir a justiça por seus próprios esforços para guardar a lei. Em seu filho, Deus lhe oferecia a perfeita justiça da lei. Caso abrissem plenamente o coração para receber a Cristo, a própria vida de Deus. Seu amor, habitaria então neles, transformando-os à sua própria semelhança; e assim, mediante o dom gratuito de Deus, haviam de possuir a justiça exigida pela lei. Mas os fariseus rejeitaram a Cristo; não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer sua própria justiça (Romanos 10:3), não se submeteram à justiça de Deus”.
O mesmo erro de Israel é cometido hoje, Os religiosos hodiernos, também rejeitam a justiça de Cristo, consequentemente recusam obedecer a lei, segundo WHITE, ela diz:

Justiça própria é o perigo desta época; ela separa a alma de Cristo. Os que confiam em sua própria justiça não podem compreender como a salvação advém por meio de Cristo. Chamam o pecado de justiça, e a justiça de pecado.
ELLEN WHITE, Fé e Obras, pág. 86

O segundo texto controvertido - Efésios 2:14-15

Embora muitos advoguem a causa que Cristo veio abolir a lei, Jesus com inequívoca linguagem revela sua atitude para com os estatutos divinos, asseverando exatamente o contrário: “Não cuideis que vim destruir a lei e os profetas”. Segundo WHITE:

Cristo veio para demolir toda parede de separação e abrir todos os compartimentos do templo a fim de que toda alma possa ter livre acesso a Deus
ELLEN WHITE, Parábolas de Jesus, pág. 386

De acordo com o profeta Isaías ele veio engrandecer a lei, assunto estudado alhures, e concertar distorções, a uma dessas distorções, Paulo descreve. "Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio. Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para ciar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz " Efésios 2:14-15. No texto em comento, Paulo descreve a forma como Cristo veio derrubar a barreira de separação entre judeus e gentios, trazendo a paz entre ambas as partes e não desobrigar o pecador penitente de obedecer a lei. É cediço, que Israel era uma nação santa e peculiar, somente os Hebreus tinham a promessa de salvação como nação. "O Deus deste povo de Israel escolheu nossos pais e exaltou o povo durante sua peregrinação na terra do Egito, donde os tirou com braço poderoso" Atos 13:17. Os gentios não gozavam desta benesse. Alicerçado nessa promessa Israel criou uma barreira de separação, alimentada por justiça própria, orgulho, egoísmo e preconceito, taxando de indignos os gentios e samaritanos, excluindo-os inteiramente da salvação. Nos relatos de WHITE, ela descreve a situação dos israelitas no tempo de Cristo:

Nos dias de Cristo, o egoísmo, o orgulho e o preconceito haviam construído um alto muro de separação entre os indicados guardiões dos sagados oráculos e qualquer outra nação do globo. Mas o salvador viera mudar tudo isto. As palavras que o povo lhes estava ouvindo dos lábios eram diversas de tudo quanto sempre tinham ouvido dos sacerdotes e rabis. Cristo derriba a parede de separação, o amor próprio, o separatista preconceito de nacionalidade, e ensina amor a toda a família humana.
ELLEN WHITE, O Maior Discurso de Cristo, pág. 42

Os ensinos de Jesus eram diferentes e atraia a atenção do povo. "Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina; porque ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas" Mateus 7:28-29. Jesus ansiava ensinar essa verdade para seus discípulos por palavras e obras. Segundo WHITE:

Durante seu ministério terrestre Cristo deu início à obra de derribar o muro de separação entre judeus e gentios e apregoar a salvação a toda a humanidade.
O Salvador ansiava por desdobrar aos discípulos a verdade referente à demolição da parede de separação entre Israel e as outras nações __ a verdade de que os gentios são co herdeiros, membros do mesmo corpo coparticipantes da promessa de Cristo Jesus por meio do evangelho (Efésios 3:6). Esta verdade foi revelada em parte quando Ele recompensou a fé do centurião de Cafarnaum, e quando pregou o evangelho aos habitantes de Sicar. Estas experiências ajudaram os discípulos a compreender que entre aqueles a quem muitos consideravam como indignos da salvação havia almas famintas pela luz da verdade.
ELLEN WHITE, Atos dos Apóstolos, pag. 19

Com a morte do Messias, os tipos e sombras cessaram, todo o aparato cerimonial que tanto orgulho revestia os judeus, perderam seu vigor, a lei de ordenanças fora cravado na cruz, no entanto, a igreja apostólica continuou a obra de Cristo e chegaram a Antioquia onde Paulo declara. "Ali chegados, reunida a igreja, relataram quantas coisas fizera Deus com eles e como abrira aos gentios a porta da fé" Atos 14:27. A barreira de separação estava quebrada. Com a morte de Estevão os judeus selaram sua rejeição como nação, endureceram seus corações negando o sacrifício do Messias, e rejeitando sua doutrina. "Então Paulo e Barnabé, falando ousadamente, disseram: Cumpria que a vós outros, em primeiro lugar, fosse pregada a palavra de Deus; mas, posto que a rejeitais e a vós mesmos vos julgais indignos da vida eterna, eis aí que nos volvemos para os gentios" Atos 13:46. A salvação fora estendida para judeus e gentios que pela fé aceitasse o sacrifício expiatório de Cristo, desta forma, de ambos os povos (judeus e gentios), Cristo fez um, demolindo a barreira de separação, ou lei de ordenanças (tipos e sombras), trazendo o evangelho da paz. É notório que os judeus desprezavam os gentios e samaritanos, era proibido a um judeu se aproximar dos gentios, mas Deus derrubou esta barreira de separação ao revelar o evangelho da paz. "Vós bem sabeis que é proibido a um judeu ajuntar-se ou mesmo aproximar-se a alguém de outra raça; mas Deus me demonstrou que a nenhum homem considerasse comum ou imundo" Atos 10:28.

Em sua infinita sabedoria, o Senhor deu uma visão a Pedro que mudaria sua concepção em ralação aos gentios. "Então, viu o céu aberto e descendo um objeto como se fosse um grande lençol, o qual era baixado à terra pelas quatro pontas, contendo toda sorte de quadrúpedes, repteis da terra e aves do céu. E ouviu-se uma voz que se dirigia a ele: Levanta-te, Pedro! Mata e come. Mas Pedro replicou: de nenhum modo, Senhor! Porque jamais comi coisa alguma comum ou imunda. Segunda vez, a voz lhe falou: ao que Deus purificou não consideres imundo" Atos 10:11-15. Após esta visão, Pedro compreendeu que os gentios também receberam a luz do evangelho, firmando a paz entre os dois povos. "Então, falou Pedro, dizendo: Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas; pelo contrário, em qualquer nação, aquele que o teme e faz o que é justo lhe é agradável. Esta é a palavra que Deus enviou aos filhos de Israel, anunciando-lhes o evangelho da paz, por meio de Jesus Cristo. Este é o Senhor de todos" Atos 10:35-36. "Expôs Simão como Deus, primeiramente, visitou os gentios, a fim de construir dentre eles um povo para o seu nome" Atos 15:14. A lei dos dez mandamentos não pode ser incluída neste contexto, haja vista, que esta dita lei não é tipo nem sombra, fora instituída antes do pecado de Adão. Esta assertiva é endossada pela irmã White:

A lei moral jamais foi um tipo ou sobra. Existiu antes da criação do homem, e vigorará enquanto permanecer o trono de Deus.
ELLEN WHITE Mensagens Escolhidas, vol. I, pág. 239

Tão diferente da lei escrita pelo dedo de Deus, é a lei de ordenanças recheada de cerimonialismo, esta lei era transitória, pseudos cristãos defendem que não há diferenças de leis, que todas as leis foram cravadas na cruz, no entanto, as Escrituras nos mostram que há diferenças. A lei escrita em tábuas de pedra, escrita com o dedo de Deus, não podia dar vida por si mesma, ela apontava para a necessidade da justiça de Cristo no coração do pecador para ser obedecida, isto é, claramente ensinado por Paulo, escrevendo aos Coríntios. "E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto dos filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecente. Não será a obra do espírito acompanhada de glória maior? Porque se o ministério da condenação foi gloria, em muito maior proporção será glorioso o ministério da justiça" II Coríntios 3:7-9. Neste texto, Paulo se refere a lei dos dez mandamentos, considerando, que depois da morte de Cristo, como oferta pelo pecado, a lei cerimonial não podia ter vigência. Nessa esteira, a irmã WHITE contribui com explicações salutares acerca do tema. Ela relata:

A glória que resplandecia da face de Moisés era um reflexo da justiça de Cristo na lei. A lei em si não possuía glória, mas nela se acha incorporado Cristo. Não tem poder para salvar. É sem brilho, mas nela é representado Cristo, cheio de justiça e verdade.
A Moisés foi desdobrado o sentido dos tipos e sombras que apontavam a Cristo. Ele viu o fim daquilo que era transitório, quando, por ocasião da morte de Cristo, o tipo encontrou o antítipo. Viu ele que unicamente por Cristo pode o homem guardar a lei moral.
ELLEN WHITE Mensagens Escolhidas, vol. I, pág. 237

Na verdade. O que era transitório, não era a lei dos dez Mandamentos, como defendem alguns, mas, o símbolo de Cristo, esculpidos nos tipos e sombras da lei cerimonial que era transitória, cujo cumprimento, revela a verdade de Cristo, ou seja, sua justiça cobrindo o pecador em busca de perdão, por isso é chamado de ministério de morte, porque sem Cristo, o pecador estava condenado à morte sob maldição. Não olvidando, que o rosto de Moisés foi iluminado representando a justiça de Cristo, que deveria cobrir o pecador para liberta-lo da condenação da lei que exigia a morte do pecador ao ser quebrada. WHITE, de forma gloriosa aduz que:

Foi o ver o objetivo daquilo que era transitório, o ver Cristo tal como é revelado na lei, que iluminou a face de Moisés. O ministério da lei, escrita e gravada em pedra, era um ministério de morte. Sem Cristo, o transgressor era deixado sob sua maldição, sem nenhuma esperança de perdão. O ministério nenhuma glória possuía em si mesmo, mas o Salvador prometido, revelado nos símbolos e sombras da lei cerimonial, tornou gloriosa a lei moral.
ELLEN WHITE Mensagens Escolhidas, vol. I, pág. 237

Com certeza o homem estava condenado à morte, Jesus substituiu o pecador pagando a penalidade por todos, e não somente pelos judeus. Atribuindo também sua justiça a todos que o aceitarem pela fé. Destarte, nos esclarece Jones T. Alonzo:

Mediante sua morte, pagou a penalidade de todos os pecados cometidos, podendo assim atribuir sua justiça a todos aqueles que escolham recebe-la. E por haver condenado o pecado na carne, abolindo em sua carne a inimizade, nos livra do poder da lei da herança; e pode assim, na justiça, comunicar seu poder e natureza Divina a fim de elevar-nos sobre essa lei, mantendo por cima dela toda alma que o receba.
Jones T. Alonzo O Caminho Consagrado à Perfeição Cristã, pág. 33

E assim lemos que “vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, feito de mulher, feito súdito da lei”. Gálatas 4:4. E “Deus enviando a seu Filo em semelhança da carne de pecado, e por causa do pecado, condenou o pecado na carne; para que a justiça da lei fosse cumprida em nós, que não andamos conforme a carne, mas conforme o Espírito”. Rom. 8:3-4. “Porque Ele é nossa paz, ... destruindo em sua carne as inimizades, ... para edificar em Si mesmo os dois (Deus e o homem) em um novo homem, fazendo a paz”. Efe. 2:14-15. Este controvertido texto de Efésios 2:14-15, nos relata que Jesus veio trazer a paz ou harmonizar duas grandes inimizades. No primeiro momento, estudamos a inimizade entre judeus e gentios, esculpidos no texto que segue. "Ele veio e anunciou paz a vocês que estavam longe (gentios) e paz aos que estavam perto (judeus)." Efésios 2:17. Na última parte do texto Efésios 2:15, quando relata que o objetivo dele (Cristo) era criar em si mesmo, dos dois, um novo homem fazendo a paz. Aqui devemos concluir que Cristo veio reconciliar o pecador com Deus, haja vista, que o pecado separou Deus dos homens (Isaías 59:2), ou seja, a natureza pecaminosa criou uma barreira de separação, somente Cristo imputando sua justiça, nos justificando pela fé é capaz de quebrar a barreira de separação, tornando o homem capaz de obedecer por amor, estando acima da lei e reconciliado com o Criador. Como bem frisou, Jones:

Leia-se, estar acima da lei significa receber a justiça de Cristo, o pecador penitente foi justificado, portanto é obediente e não transgride a santa lei de Deus, logo, a lei não foi feita para o injusto, mas para os transgressores (I Tim. 1:9). Estes sim, estão abaixo da lei, a justiça da lei é superior a do transgressor que está despido da natureza divina de Cristo, acobertado por seu tapo de imundícia, justiça própria, portanto continua rebelde e presunçoso, tornando o sacrifício de Cristo inútil para ele. Há um outro ponto a ser considerado, segundo nos narra as Escrituras. "Vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu filho, feito de mulher, feito súdito da lei" Gálatas 4:4. Cristo veio em forma humana, sujeito as mesmas tentações que os homens, por isso nasceu de mulher contraindo também a natureza pecaminosa dos homens, no entanto, embora não se beneficiasse de sua natureza divina, Cristo não a perdeu. Era preciso temperar a natureza humana com a natureza divina, com uma clara demonstração que esta é a única forma de resgate dos pecadores. Cristo precisava ser igual aos homens, sentir as mesmas coisas e provar que é possível vencer essa natureza perversas que herdamos, desde que sejamos justificados pela fé nos méritos do Salvador. "Pelo qual, devia em tudo ser semelhante aos irmãos, ... porque no que ele mesmo padeceu sendo tentado, é poderoso para socorrer aos que são tentados" Hebreus 2:17-18.

Segundo relatos de Gálatas 4:4-5, Deus enviou seu filho nascido de mulher, nascido debaixo da lei, para redimir os que estavam debaixo da lei. Vindo como o fez, trouxe redenção a toda alma que se encontra debaixo da lei. Mas a fim de trazer perfeitamente essa redenção aos que estão debaixo da lei, Ele mesmo há de vir aos homens precisamente aí onde estes se encontram, e de forma em que se encontram, debaixo da lei.

Tudo isto, Jesus assumiu, já que foi feito súdito da lei; foi feito culpado; foi feito condenado pela lei, foi feito culpado como o é todo homem que está debaixo da lei, feito debaixo da condenação, tão plenamente como o é todo homem neste mundo. "Porque maldição de Deus é tudo o que é levado ao madeiro" Deuteronômio 21:23. Observa-se que Jesus foi feito debaixo da lei, não porque houvesse pecado, mas, por assumir os pecados dos que estão debaixo da lei, inundados em suas transgressões. Embora feito debaixo da lei, pelos pecados dos homens, Jesus viveu uma vida de justiça neste mundo, assim, nos ensinou que a única forma de salvação é através da justificação pela fé (apagamento de pecados passados) e imputação de sua natureza divina (santificação) nos libertando da sentença de morte que pesava sobre nós, quando estávamos debaixo da lei, agora podemos obedecer e amar a lei, porque Jesus com sua justiça nos elevou para estarmos acima da lei, como ele está.

Nos evidentes escritos da lavra de Jones, ele relata:

Levando a culpa, estando debaixo da condenação, e desta forma, debaixo do peso da maldição, Jesus, durante toda uma vida neste mundo de culpa, condenação e maldição, viveu a perfeita vida da justiça de Deus, sem pecar absolutamente jamais. E todo homem conhecedor da culpa, condenação e maldição do pecado, sabendo que Jesus realmente sentiu em sua experiência a benção da perfeita vida de justiça de Deus em sua vida, redimindo-o da culpa, da condenação e da maldição, manifestando-se ao longo de sua vida e guardando-o absolutamente de pecar.
Jones T. Alonzo ......

Cristo foi feito debaixo da lei, para que pudesse redimir aos que estavam debaixo da lei. Cristo nos redimiu da maldição da lei, sendo feito por nós maldição, esta é a finalidade do Plano de Redenção, segundo Jones:

Não é em vão que se fez maldição, já que justamente nisso consiste a consecução do fim almejado, em benefício de tudo o que se receba. Tudo isto se fez “para que a benção de Abraão fosse sobre os gentios em Cristo Jesus; para que por meio da fé recebamos a promessa do Espírito”. Gálatas 3:14).
Jones T. Alonzo ......

Por fim, infere-se que Jesus destruiu a inimizade entre judeus e gentios e entre Deus e os homens, quer sejam judeus ou gentios, por meio da cruz. "E reconciliou com Deus os dois em um corpo, por meio da cruz, pela qual ele destruiu a inimizade" Efésios 2:16. Na cruz Jesus cumpriu tudo o que dele estava escrito, quebrando o exclusivismo do povo judeu, concedendo salvação a todos os homens reconciliando-os com Deus e não abolindo a lei escrita por seu Pai. O objetivo do Plano de Redenção foi atingido, todos têm direito de acesso ao Pai pelo Espírito (natureza divina de Cristo) e não pelo legalismo alicerçado pela natureza pecaminosa. "Pois por meio dele tanto nós como vocês temos acesso ao Pai, por um só Espírito. Portanto, vocês já não são estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, tendo Jesus Cristo como pedra angular" Efésios 2:18-20.


O terceiro texto controvertido - Colossenses 2:13-14

Adão foi formado a imagem e semelhança de Deus, foi criado com a natureza divina de Deus, quando pecou perdeu a natureza divina ao contrair a natureza pecaminosa, é o que chamamos de pecado original, segundo nos relata as Escrituras, houve separação ente Deus e o homem por conta da nova natureza pecaminosa. "As vossas iniquidades fazem separação ente vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça" Isaías 59:2. Nesta condição, Adão e seus descendentes estavam separados de Deus e mortos em pecados, a lei foi violada e a humanidade não tinha mais a justiça que o capacitaria a obedece-la, toda tentativa de obedecer por esforço próprio, sem Cristo, é considerada por Deus como trapo de imundícia. "Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo de imundícia" Isaías 64:6. Desprovido de justiça, natureza divina, ficamos incapazes de amar e obedecer, então o Senhor nos proveu a justiça do Messias, suprindo nossa deficiência e nos reconciliando com o Pai. "Nos seus dias, Judá será salvo, e Israel habitará seguro; será este o seu nome, com que será chamado: Senhor, Justiça Nossa" Jeremias 23:6. O que o profeta está nos revelando, é que não temos justiça, não somos bons, nossa natureza é pecaminosa, egoísta e rebelde contra Deus e sua Lei. Que é impossível ao pecador observar a lei de Deus, a qual é santa, justa e boa. "E assim a Lei é santa, e o Mandamento santo, justo e bom" Romanos 7:12.

Mas essa impossibilidade foi removida pela comunicação da justiça de Cristo à alma arrependida e crente. A vida e a morte de Cristo em favor do homem pecaminoso tinha por finalidade restaurar o pecador à aprovação de Deus, comunicando-lhe a justiça que satisfizesse as reivindicações da lei e encontrasse aceitação por parte do Pai. Portanto, Jesus é nossa justiça, somente através do Messias prometido é que nossa natureza pode ser mudada, nos tornando, santo, justo e bom, como é a lei de Deus. Estávamos em dívida e separados de Deus, por esta razão Paulo escreveu o aludido texto, que muitos deturpam, dizendo. "E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz" Colossenses 2:13-14. De acordo com o texto elencado, nós estávamos mortos em nossas transgressões, escravos dos pecados, sem Cristo e sua justiça. Um escrito de dívida era contra nós ou sentença de morte. "Porque, quando éreis escravos do pecado, estáveis isentos! Em relação a justiça. Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor" Romanos 6:20-23. Esta nota de débito que consistia em ordenanças e apontavam para o Messias, o único que poderia nos dar vida nos revestindo com sua natureza divina, o qual cravou na cruz a lei de ordenanças com ritos e cerimonialismos que apontavam sua obra redentora. Por isso Paulo nos ilumina que. "Pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não das obras para que ninguém se glorie" Efésios 2:8-9.

Não podemos confiar em nossa capacidade para amar e obedecer. Toda nossa vida religiosa está sustentada pelos méritos de Cristo. Nos esclarecedores ensinos da irmã WHITE, ela chama atenção para dois erros fatais cometidos pelos cristãos, um é buscar a salvação por suas obras, tentam o impossível, guardar a lei sem Cristo, o outro é confiar unicamente na graça, acreditam que podem se salvar sem obediência a lei de Deus:

Há dois erros contra os quais os filhos de Deus __ particularmente os que só há pouco vieram a confiar em sua graça __ devem, especialmente, precaver-se. O primeiro, do qual já tratamos, é o de tomar em consideração as suas próprias obas, confiando em qualquer coisa que possam fazer, a fim de pôr-se em harmonia com Deus. Aquele que procuram tornar-se santo por suas próprias obas, guardando a lei, tenta o impossível. Tudo que o homem possa fazer sem Cristo, está poluído de egoísmo e pecado. É unicamente a graça de Cristo, pela fé, que nos pode tornar santos.
O erro oposto e não menos perigoso é o de que a crença em Cristo isente o homem da observância da lei de Deus; que, visto como só pela fé é que nos tornamos participantes da graça de Cristo, nossas obras nada têm que ver com nossa redenção. Mas notai que a obediência não é mera aquiescência externa, mas sim um serviço de amor. A lei de Deus é uma expressão de sua própria natureza.
ELLEN WHITE Caminho a Cristo, 1989, pág. 59-60

Segundo o Tratado de Teologia Adventista, pág. 2011. A graça de Deus estendida a todos os homens, por si só, não pode resolver o problema do pecado. Cristo morreu a morte que a lei exigia dos pecadores. Para que os pecadores tivessem a possibilidade de salvação, Cristo se tornou maldito da lei. Foi pendurado num madeiro (Deuteronômio 21:22-23). Deus o fez pecado por nós."Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fossemos feitos justiça de Deus" II Coríntios 5:21. Ele morreu na cruz, foi amaldiçoado em nosso lugar, para que recebêssemos, pela fé o Espirito prometido (sua natureza divina). "Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro), para que a benção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espirito prometido" Gálatas 3:13-14. Na cruz, Cristo cumpriu a sentença da lei, e Deus demonstrou seu amor para conosco. "Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" Romanos 5:8.

Logo, o que a graça de Deus e de Cristo eliminou na cruz não foi a lei, mas a condenação."A lei entrou em cena para que a ofensa fosse multiplicada; mas onde o pecado foi multiplicado, a graça o foi muito mais. Tudo isso aconteceu para que, do mesmo modo que o pecado reinou por meio da morte, possa também reinar a graça por fazer as pessoas serem consideradas justas, a fim de que possam ter vida eterna, mediante Jesus, o Messias, Nosso Senhor" Romanos 5:20-21. Quando os cristãos, pela fé em Cristo aceitam a graça de Deus, obedecem com amor e gratidão. Também andam em novidade de vida. "Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos para a glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida" Romanos 6:4. Experimentando pela fé, o misericordioso perdão de Deus.

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O quarto texto controvertido - Gálatas 5:4

É cediço, que Israel buscou a salvação pelas obras e não pela fé no Messias, confiavam em seus sacrifícios, ritos e cerimônias como forma de purificação e santificação, buscavam a justiça pelas obras da lei, então, tropeçaram na pedra de tropeça, Cristo o único que podia outorgar a justiça que tanto almejavam. "Israel, que buscava a lei da justiça, não chegou a atingir essa lei. Por quê? Porque não decorreu da fé, e sim como que das obras, tropeçaram na pedra de tropeço" Romanos 9:31-32. Por esta razão Jesus disse. "Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus" Mateus 5:20.

O erro fatal dos israelitas foi confiar em suas obras, que poderiam se justificar observando a lei, praticando rituais formalistas, na verdade, esse comportamento negava a obra expiatória de Cristo, porque, se a justiça é por méritos humanos o sacrifício de Cristo não tinha valor, esse fato, obrigou a Paulo a escrever. "Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído" Gálatas 5:4. Observa-se no texto em comento, que Paulo não está dizendo que caiu da graça quem guarda a lei, mas, decai da graça que tenta se justificar pelo legalismo da lei, tornando a morte de Cristo inútil. "Não rejeito o dom gracioso de Deus; porque, se o caminho para obtenção da justiça for mediante o legalismo, então a morte do Messias terá sido inútil" Gálatas 2:21. Precisamos saber que justificação é perdão de pecados passados, é tornar o homem justo diante de Deus, como se ele não houvesse pecado. É o perdão da sentença de morte causada pelo pecado de Adão. Jesus substituiu o pecador arrependido morrendo em seu lugar, ou seja, Jesus se fez pecador e nos deu sua justiça, para restaurar o nosso caráter semelhante ao seu. A irmã WHITE confirma esta verdade, assim ela definiu:

O caráter de Cristo substituirá o vosso caráter e sereis aceitos diante de Deus como se não houvésseis pecado.
ELLEN WHITE Caminho a Cristo, pág. 54

Isto posto, concluímos que a lei não pode apagar pecados nem justificar o pecador, mas mostrar o pecado. "Porquanto pelas obras da Lei nenhum homem será justificado diante dele; pois o que vem da Lei é o pleno conhecimento do pecado" Romanos 3:20. E de acordo com as Escrituras somente Cristo por sua graça e pela fé, pode justificar o pecador, removendo a justiça própria (natureza pecaminosa) nos cobrindo com sua justiça, nos fazendo nascer de novo como nova criatura. "Sendo justificado gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Jesus Cristo" Romanos 3:24. Paulo confirma exaustivamente em diversos textos que a lei não justifica. "E, porventura, a lei contrária às promessas de Deus? De modo nenhum! Porque, se fosse promulgada uma lei que pudesse dar vida, a justiça, na verdade, seria procedente da lei" Gálatas 3:21. A Bíblia é clara ao ensinar que a justificação é través de Cristo pela fé e não por intermédio da obediência legalista da lei. "E por intermédio dele, todo o que crê é justificado de todas as coisas das quais vós não pudestes ser justificados pela lei de Moisés" Atos 13:39. Nos esclarecedores ensinos de WHITE, ela relata que a justificação não advém da lei, mas da justiça de Cristo imputada no coração do crente pela fé no Salvador:

É a justiça de Cristo que torna o pecador penitente aceitável a Deus e opera sua justificação. Por mais pecaminosa que tenha sido sua vida, se ele crê em Jesus como seu Salvador pessoal, permanece diante de Deus nas imaculadas vestes da justiça imputada de Cristo.
ELLEN WHITE ......

Pois todo aquele que ignora esta esclarecedora verdade, e confia em seus méritos de obediência legalista da lei e cumprimento de dever para se justificar, está debaixo de maldição. "Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo de maldição... É evidente que, pela lei, ninguém é justificado diante de Deus, porque o justo viverá pela fé" Gálatas 3:10-11. Negaram a obra expiatória de Cristo e rejeitaram sua graça. Paulo endossa esta assertiva. "Mesmo assim, percebemos que a pessoa não é declarada justa por Deus com base na observância legalista dos mandamentos da lei, mas por meio da fidelidade decorrente da confiança no Messias Jesus. Portanto, nós também devemos depositar nossa confiança no Messias Jesus e sermos fiéis a ele, para sermos declarados justos com base na fidelidade decorrente na confiança no Messias, e não na observância legalista dos mandamentos da lei. Pois mediante a observância legalista dos mandamentos da lei ninguém será declarado justo" Gálatas 2:16. Cristo se fez maldição por nós, nos livrando da condenação do pecado, porque não tínhamos justiça para pagar o preço exigido pelo quebrantamento a lei de Deus, então ele pagou o preço, tomando nosso lugar e nos emprestou sua justiça. "Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós" Gálatas 3:13. Ao nos outorgar sua justiça, ele nos concede sua natureza divina nos habilitando a amar e obedecer a lei de Deus. Só podemos obedecer a lei de Deus por amor se formos justificados por Cristo. Encontramos arrimos nos escritos de Paulo ao ensinar que os crentes justificados por Cristo são os que obedecem a lei e não os simples ouvidores da lei. "Porque não são os que ouvem a Lei que são justos aos olhos de Deus; mas os que obedecem à Lei, estes serão declarados justos" Romanos 2:13. "Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei" Romanos 3:28.

O texto acima elencado, ensina claramente que foram justificados aqueles que obedecem a lei, na verdade, só obedecem porque foram justificados, ao passo, que os transgressores da lei, estão nesta condição de desobediência porque não foram justificados por Cristo, acreditam na salvação por suas obras de transgressão e somente pela fé, confiando nos próprios méritos, isto também é legalismo, auto confiança, quando na verdade, estão se enganando acreditando estarem lavados no sangue do Cordeiro. Porque. "Há caminho que ao homem parece direito, mas ao final dá em caminho de morte" Provérbios 14:12. A ingente maioria dos evangélicos tentam forçar Cristo a abolir a lei, não querem cruz para carregar, então utilizam vários argumentos para provar que a lei perdeu o vigor, um destes argumentos repousa sob o manto da doutrina dispensacionalista; contrariando as Sagradas Escrituras, alegam que a dispensação da Lei (é o Velho Testamento) e a dispensação da graça (é o Novo Testamento), baseados em João 1:17 Porque a Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. Advogam que, com a vinda de Cristo a graça aboliu a Lei. Esqueceram-se que no Velho Testamento já existia a graça, ou então, a salvação era pelas obras, o que é um absurdo e implemento da doutrina da satisfação, anulando o sacrifício do cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Impende ressaltar, que as Escrituras comprovam de forma cristalina que os homens de Deus no Velho Testamento foram salvos pela graça e não pela obediência formalista da lei, de acordo com escritos da lavra de Paulo."Não foi por intermédio da Lei que a Abraão ou a sua descendência coube a promessa de ser herdeiro do mundo, e sim mediante a justiça da fé. Pois se os da lei é que são os herdeiros, anula-se a fé e cancela-se a promessa. Portanto procede da fé o seu herdeiro, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firmada a toda a descendência, não somente a que é da fé que teve Abraão, o qual é Pai de todos nós" Romanos 4:13-14. A obediência genuína da Lei só é possível pela natureza divina de Cristo alcançada pela graça, WHITE, assevera:

Sem a graça de Cristo é impossível dar um só passo na obediência à Lei de Deus
ELLEN WHITE Mensagens Escolhidas, vol. I, 371-372

Nos dias do Apóstolo Paulo, Satanás fomentou erros acerca da lei que perduram até o dia de hoje, são eles: O legalismo e o antinomismo. Legalismo é o ensino de que somos salvos pelas obras, observando cerimônias e preceitos de Lei, sem a justiça de Cristo, Por seus próprios méritos, já vimos, que aqueles que procedem dessa forma separados estão de Cristo. Legalismo é o mau uso da Lei. É a luta para merecer a salvação por seus próprios méritos na observância da Lei. É o ato de procurar obter salvação através do próprio esforço. Paulo também combateu o legalismo. "Não tendes nada de comum com Cristo, vós, que procurais a justificação na Lei; decaíste da graça" Gálatas 5:4. Segundo os escritos de Paulo, decai da graça que busca a justificação pela lei, não quem é revestido da justiça de Cristo para obedecer a lei, somos salvos pela graça mediante a fé nos méritos de Cristo que nos capacita a amar e obedecer. "Porque é pela graça que fostes salvos, mediante a fé, e isto não vem de vós, porque é um dom de Deus, não vem igualmente das vossas obras praticadas sem a graça. Para que ninguém se glorie" Efésios 2:8-9.

O legalista chega ao desplante de pensar que é mais nobre, mais santo, mais justo, mais perfeito e mais amoroso do que o próprio Deus. O legalismo é tão nefasto como o Antinomismo.

O Antinomismo Ensina que somos salvos somente pela graça e pela fé, sem necessidade da obediência a Lei de Deus; que não faz diferença alguma como vivemos e nos conduzimos. Os adeptos do antinomismo apoiam-se em textos escritos por Paulo, que são torcidos do verdadeiro sentido. São eles. "Assim, meus irmãos, também vós morrestes relativamente à lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, a saber, aquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que frutifiquemos para Deus. Agora, porém, libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeito, de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra" Romanos 7:4-6. "Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo" Gálatas 2:19.

Os antinomistas, alegam que são salvos unicamente pela fé, exaltam sua fé baseada em prosperidade secular, ao elevado número de membros, pertencer ao caminho largo e aos favores do Estado. Quando exaltam sua capacidade de obedecer a devolução de dízimos, ofertas, e fé interesseira, barganhando prosperidade temporal, não demonstram nenhuma diferença para o legalista. O legalista acredita na santificação, obediência e salvação por sua capacidade de obedecer a lei. Ao passo, que os antinomistas, acreditam na sua capacidade de ter fé, de receber o Espirito Santo a ponto de falar em língua estranha e alcançar o êxtase, estando divorciados de Cristo. Os dois são condenados por tornar o sacrifício de Cristo inútil. O legalista anula o sacrifício de Cristo por tentar obedecer a lei por esforço humano. Os antinomistas, anulam o sacrifício expiatório de Cristo, por acharem que podem ter fé, obedecer às escrituras sustentados em sua justiça própria, sem Cristo. Na verdade, os antinomistas são de certa forma legalistas, ambos, estão apoiados em sua capacidade, a diferença é que os legalistas se apoiam na obediência à lei, por seus méritos, ao passo, que os antinomistas, se apoiam em seus méritos em ter fé e pagar dízimos e ofertas, sem os méritos de Cristo e imputação de sua justiça, ambos estão no mesmo barco da perdição. Destarte, concluímos que o mundo está divido em três classes: Os Legalistas, os adeptos do Antinomismo e os Remanescentes, que não confiam em seus méritos, portanto, buscam a justiça de Cristo para se cobrir.

Paulo condenava a justiça pelas obras da lei, pelos méritos humanos. Morrer para a lei, jamais quis significar que não há mais obrigação de guardar a lei, mas sim morrer para a lei como meio de justificação, ou seja, um reconhecimento de que o pecador não pode ser justificado pelo legalismo da lei, ou pelo antinomismo. Os pseudos evangélicos enaltecem a passagem: ” Não estamos sob a lei”, defendendo que a lei moral foi abolida. Quando na verdade, sob a lei, significa debaixo da condenação da lei. Não estar debaixo da lei não quer dizer estar desobrigado de cumpri-la, mas sim não ser culpado de sua transgressão. Não estamos debaixo da lei, quando cumprimos a lei. Quando transgredimos uma lei civil ou penal, incorremos em multa, prisão, ou outra punição cível. Se cumprirmos, obedecemos a lei, nada disso pesa sobre nós. De igual modo ocorre com a lei de Deus. Veja a lume da palavra de Deus."Sabemos, porém, que a lei é boa, contando que se use dela legitimamente, reconhecendo que a lei não é feita para o justo, mas para os transgressores e insubordinados, os irreverentes e pecadores os ímpios e profanos, para os parricidas, matricidas e homicidas de homens, os mentirosos, os perjuros, e para tudo que for contrário a sã doutrina" I Timóteo 1:8-10. "Todo aquele que pratica o pecado está também praticando o que é contra a Lei, e assim o pecado é aquilo que é contra a lei" I João 3:4. "Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum" Romanos 6:1-2. "Destruímos nós, pois, a lei com a fé? Longe disso: Antes, confirmamos a lei" Romanos 3:31. O que não podemos confirmar, mas negar veementemente é o legalismo da lei, porque a justificação é pela fé em Cristo. "E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da Lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé" Filipenses 3:9.


O quinto texto controvertido - Lucas 16:16

Todo religioso diz possuir a verdade, no entanto, continuam escravos da mentira, dos enganos, defendem erros vitais, outros reconhecem que existem erros, mas cultivam muitas amizades na igreja que o impede de realmente viver na verdadeira doutrina, segundo relatos das Escrituras. "E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" João 8:32. Para esses irmãos, a verdade ainda não os libertou de seus vícios, vaidades, prazeres, relíquias e amizades terrenas contraídas em suas denominações religiosas. Não olvidando, que Pilatos em João 18:37-38 perguntou para Jesus o que é verdade? Ele estava diante da maior verdade que o mundo conheceu, e não fez caso dela. Alguns evangélicos seculares defendem que a lei durou até Cristo, ao passo que outros alegam que a lei e os profetas duraram até João, observem, que eles não têm um consenso porque não conhecem e não querem conhecer a verdade com profundidade. Assim reza o aludido texto. "A lei e os profetas vigoraram até João; desde esse tempo, vem sendo anunciado o evangelho do reino de Deus, e todo homem Se esforça por entrar nele" Lucas 16:16.

O primeiro ponto a ser analisado é se existiu profeta após João Batista, portanto cabe perguntar, existiram profetas após João Batista? Claro que sim, mentes atrofiadas isolam o versículo e torcem o verdadeiro sentido ajudando o pai da mentira, em esforço comum, afirmando que o advento do evangelho isentou a obediência da lei, para neutralizar a lei de Deus. Analise os textos seguintes, observe que houveram profetas depois de João Batista. "E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espirito Santo; e tanto falavam em línguas como profetizavam" Atos 19:6. "No dia seguinte, partimos e fomos para Cesaréia; e, entrando na casa de Filipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele. Tinha estas quatro filhas donzelas, que profetizava. Demorando-nos ali alguns dias, desceu da Judéia um profeta chamado Ágabo" Atos 21:8-10.

Ficou claro que existiram profetas após João Batista, agora analisaremos se a obediência da lei foi exigida depois da morte de João Batista, veja o que disse Jesus, Ele iniciou seu ministério depois de João Batista. "Respondeu-lhe Jesus: Porque me perguntas acerca do que é bom? Bom só existe um. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos" Mateus 19:17. Quais mandamentos Jesus ordenou, eram da lei escrita em um livro por Moisés ou a lei escrita pelo dedo de Deus, quando foi codificada no Sinai? "E ele lhe perguntou: Quais? Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe e amarás o teu próximo como a ti mesmo" Mateus 19:18-19. Com certeza que esses mandamentos pertencem ao decálogo, que os pseudos evangélicos afirmam que duraram até João Batista. Logo, está claro que Satanás é o deus dessas igrejas destilando veneno para abater a fé dos fracos. O fato de Jesus não citar todos os dez mandamentos ao jovem rico, é prova de que foram eles abolidos? Com certeza não. Os agentes de Satanás não perdem tempo, aproveitam qualquer oportunidade para semear dúvidas. Alegam que o Sábado foi abolido porque Jesus não o mencionou nessa passagem. Na verdade, Jesus também não mencionou os mandamentos referentes a idolatria, não chamar seu nome em vão, não ter outros deuses diante dele, dos dízimos, porque? Aquele jovem era judeu, e fiel guardador não só do Sábado como dos demais mandamentos referentes ao Criador, foi por isso que Jesus não citou. Jesus mencionou apenas os mandamentos que se referiam ao próximo, que o jovem não guardava, ficando comprovado que ele não tinha amor ao próximo; quando Jesus ordenou que vendesse os bens e repartissem com os pobres, ele não atendeu, pois não amava ao próximo como alegara. Se Jesus exigisse apenas os mandamentos citados, vejo que ele cairia em contradição. "Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos" Tiago 2:10.

Paulo entrou para o ministério da igreja apostólica aproximadamente vinte anos após a morte de Cristo e escreveu suas epístolas trinta anos após a morte do Messias. E exalta a santidade da lei com veemência, afirmando acreditar na lei, João é mais contundente, chamando de mentiroso quem diz que o conhece e não guarda os mandamentos. Cuidado para não vos deixar iludir com a voz da serpente."Porém confesso-te que, segundo o caminho, a que chamam seita, assim eu sirvo ao Deus de nossos pais, acreditando em todas as coisas que estejam de acordo com a lei e nos escritos dos profetas" Atos 24:14. "Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade" I João 2:4. Porque, a transgressão da lei de Deus é pecado, de acordo com ensinamento do apóstolo João. "Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei" I João 3:4.

Como entender o controvertido texto de Lucas 16:16, afirmando que a lei e os profetas duraram somente até João Batista? No livro de Mateus, Jesus explica de forma cristalina o sentido do texto, o que ele na verdade queria ensinar. Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João (Mateus 11:13). A lei e os profetas, profetizaram acerca da obra redentora de Cristo até João Batista. Quando Cristo veio João Batista. "Pregava dizendo: Após mim vem aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de, curvando-me desatar-lhe as correias das sandálias" Marcos 1:7. "Convém que ele cresça e que eu diminua" João 3:30. Então Jesus começa seu ministério na proclamação do evangelho, após sua ressurreição, ele explica aos discípulos o que dele estava escrito e precisava se cumprir. "A seguir, Jesus lhes disse: São estas as palavras que eu vos falei, estando ainda convosco: importa se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos. Então, lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras" Lucas 24:44-45.

A lei e os profetas eram tudo que os homens tinham em matéria de salvação no Antigo Testamento. Por isso a lei e os profetas, profetizaram do messias até ele chegar, surgindo os Evangelhos. "Assim, pois, com muitas outras exortações anunciava o evangelho ao povo" Lucas 3:18. Que veio para complementar o Antigo Testamento, e não abolir a lei Moral de Deus. Portanto, Jesus quis dizer que João Batista, todas as Escrituras dos profetas, e a lei se referiram à sua primeira vinda, para mostrar o que dele deveria se cumprir como tipo do primeiro advento contidos nos livros do Antigo Testamento. "Felipe encontrou a Natanael e disse-lhe: Achamos aquele de quem Moisés escreveu na Lei, e a quem se referiram os profetas: Jesus, o Nazareno, filho de José" João 1:45. Até João Batista, a lei e os profetas do antigo testamento, apontavam os símbolos e o sistema sacrifical (sombras de Jesus). Indicando em que tempo o reino de Deus seria anunciado. Jesus mesmo pregou. "O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho" Marcos 1:15. "Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei" Mateus 5:18.




Pastor: Walber Rodrigues Belo